Prevalência do HIV e fatores associados nos pacientes internados em um hospital psiquiátrico do sul catarinense
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A elevada prevalência de transtornos neuropsiquiátricos nos pacientes portadores de HIV está associada a fatores diversos que vão desde o efeito direto do vírus, passando por vulnerabilidades individuais, até as condições associadas ao diagnóstico da doença em si. Este trabalho teve como objetivo principal definir a prevalência do HIV e os fatores associados nos pacientes internados em um hospital psiquiátrico no sul catarinense, no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2016. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com coleta de dados secundários obtidos através da análise de 2847 prontuários médicos, dos quais 50 preencheram os critérios de inclusão e compuseram a amostra final. A prevalência do HIV na população estudada situou-se em 1,8%. A média de idade dos pacientes foi de 43,96 anos, sendo a maioria do sexo feminino (62%) e 78% analfabetos ou com ensino fundamental incompleto. O diagnóstico psiquiátrico mais prevalente nos pacientes com HIV positivo foi transtorno por uso de substância. O tempo de internação de 16 a 60 dias apareceu em 36% da amostra, sendo que 42% sofreram apenas uma internação. Observou-se que a prevalência do HIV encontrada nos pacientes com transtorno mental é superior a média da população geral, demonstrando a inter-relação existente entre essas comorbidades, validando o portador de transtorno mental como um paciente de risco para essa infecção e que necessita triagem rotineira para tal doença.
Descrição
Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
