Entre a serendipidade e o fishing expedition: as buscas predatórias e a seletividade penal no Brasil
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dos mandados de busca e apreensão realizados por agentes públicos, destacando a diferença entre o encontro fortuito de provas e a pescaria probatória durante essas diligências. Além disso, examina como a seletividade penal e o populismo punitivo afetam o cumprimento dessas ordens judiciais, especialmente em regiões periféricas e contra pessoas vulneráveis. Para tanto, realiza-se um levantamento jurisprudencial das decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a fim de avaliar os critérios adotados na aplicação da teoria da serendipidade e do fishing expedition, e as consequências da adoção da primeira teoria. A pesquisa utiliza o método qualitativo-quantitativo, com análise de decisões judiciais levantadas do STJ, para verificar se a aplicação da teoria da serendipidade fere o princípio da legalidade. Observou-se que a escolha entre as teorias depende do contexto fático de cada caso, mas que o atual entendimento do STJ tem caminhado desfavoravelmente aos direitos fundamentais, com adoções genéricas da teoria da serendipidade que violam a legalidade. Conclui-se que a utilização equivocada dessa teoria em situações de desvio de finalidade compromete os direitos fundamentais e revela a necessidade de maior rigor na análise das circunstâncias em cada caso, para evitar arbitrariedades e garantir a observância dos princípios constitucionais.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Bacharel no Curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
