Avaliação dos fatores associados à duração do aleitamento materno na região carbonífera de Santa Catarina

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O desmame corresponde à descontinuação do aleitamento materno (AM) e é resultado de diversos fatores, dentre eles nível socioeconômico e estratégias de educação em saúde não abrangentes. O objetivo desse estudo é identificar os fatores associados à duração do AM e o seguimento das orientações do Ministério da Saúde do Brasil. Foi realizado estudo observacional analítico transversal, com coleta de dados realizada nas Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em Criciúma, Santa Catarina. As entrevistadas correspondiam às mães que acompanhavam pacientes de até dez anos de idade, atendidos pela especialidade de pediatria. Foram aplicados 133 questionários entre agosto e novembro de 2023, abordando questões sobre o período de amamentação, conhecimento prévio sobre as orientações dos órgãos de saúde, orientações de profissionais recebidas durante o pré-natal e puerpério, além de dados socioeconômicos. Observou-se que mulheres que atingiram a meta de aleitamento materno exclusivo (AME) de 180 dias, recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério, amamentaram por períodos mais longos, quando comparadas com as que atingiram até 90 dias de AME. O período de aleitamento também foi menor entre os lactentes de mães que optaram por aleitamento materno misto (AMM) e entre aqueles que foram introduzidos ao uso de artefatos, como chupetas e mamadeiras. Entende-se como os principais fatores de risco para o desmame, obtidos no estudo, a curta duração do AME, o uso de bicos e mamadeiras e a suplementação da amamentação com outros leites.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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