Motivos para a realização ou não do rastreamento do câncer de próstata na Universidade do Extremo Sul Catarinense

Objetivo: Avaliar os motivos para a realização ou não do rastreamento do câncer de próstata em homens com mais de 40 anos que trabalham na Universidade do Extremo Sul Catarinense. Métodos: Estudo transversal, observacional, de abordagem quantitativa. A população em estudo foi composta por 133 professores e 35 funcionários com idade igual ou superior a 40 anos, que trabalhavam em uma universidade. As variáveis dependentes envolvem os motivos sobre a decisão de rastrear ou não o câncer de próstata. Enquanto as independentes são a faixa etária, cor de pele, cargo e setor em que trabalhavam na universidade, HF de CaP em parentes de 1o grau, realização ou não do rastreamento, idade do primeiro screening, exame escolhido. A análise de dados foi realizada com o software IMB SPSS versão 22.0 e um nível de significância de 5%. Resultados: Um total de 73,2% (n=123) dos participantes realizou algum exame de rastreamento. Somente 2,4% (n=4) participaram da decisão compartilhada. Foi encontrado que 18,7% (n=23) homens fizeram o rastreamento antes dos 40 anos. A maioria das pessoas com história familiar positiva para o câncer de próstata 95,2% (n=20) e dos professores 76,7% (n=102) rastrearam. Conclusão: Parte dos indivíduos apresentou comportamento não compatível com as recomendações atuais, sendo necessária a disseminação de informações adequadas, incluindo a importância da decisão compartilhada a partir do conhecimento dos benefícios e malefícios do screening do câncer de próstata, enquanto exames mais precisos estão em desenvolvimento.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC

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