Teorias econômicas de regulação e a ética (moralidade): análise dos alimentos geneticamente modificados no Brasil
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A tese busca contribuir na regulação econômica, explorando estratégias
não mercadológicas das empresas e seu impacto nas políticas públicas.
Empresas empregam tais estratégias para fortalecer sua posição ou
contornar obstáculos, às vezes conflitantes com interesses do mercado,
sociedade e governo. Autores clássicos como Adam Smith abordaram a
relação entre normas e organizações, mas foi a partir de George Stigler
que se explorou o envolvimento direto das empresas na regulação
econômica. A pesquisa realizada teve como objetivo verificar de que
forma a ética (moralidade) influencia os reguladores na formulação das
políticas públicas. Para o desenvolvimento da pesquisa foi empregado
metodologia predominantemente qualitativa, utilizando-se de pesquisa
bibliográfica para analisar a evolução das teorias regulatórias e
documental para análise da política de alimentos geneticamente
modificados no Brasil. A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio de
levantamento de livros, artigos científicos e documentos oficiais
relacionados à legislação e diretrizes para o setor de alimentos. Assim, o
segundo capítulo revisita teorias econômicas da regulação, desde os
precursores como Ronald Coase e George Akerlof até Stigler, Richard
Posner, Sam Peltzman, Gary Becker, Peltzman, Levine, Noll e Joseph
Stiglitz. Identificaram-se lacunas nas teorias, como a limitação na
compreensão dos fatores determinantes das decisões humanas e a
ausência da consideração ética nas escolhas individuais. O terceiro
capítulo propõe preencher essas lacunas, explorando as interseções entre ética, moralidade e economia por meio de Amartya Sen, John Rawls e Miguel Reale. O quarto capítulo introduz a teoria dinâmica da regulação
econômica, destacando as fases pré, durante e pós-regulatórias, considerando a dinamicidade das relações entre os atores envolvidos. O quinto capítulo delineia a metodologia para validar essa teoria por meio de um estudo de caso sobre políticas de alimentos no Brasil. Apesar do crescente interesse na regulação econômica, sua aplicação em estudos de caso na literatura brasileira é limitada. O sexto capítulo examina o caso dos organismos geneticamente modificados, avaliando sua proposição, tramitação e efeitos regulatórios à luz da teoria estabelecida. Destaca-se a urgência global da produção de alimentos, não apenas como um processo de mercado, mas como uma questão humanitária com implicações éticas. Ao considerar a autorização para uso de organismos geneticamente modificados como parte da política para mitigar a insegurança alimentar, a tese destaca a interação complexa entre interesses diversos no cenário político. Os resultados encontrados
confirmam a validade da teoria dinâmica de regulação econômica proposta, demonstrando que seu uso é válido para futuras pesquisas e útil na avaliação de estratégias políticas de não mercado das organizações.
Descrição
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em Desenvolvimento Socioeconômico.
