A liberação da terceirização e os impactos para as relações de trabalho no Brasil

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Na conjuntura econômica atual, o toyotismo abriu caminhos para horizontalização das empresas e com isto a terceirização passou a adentrar as relações de trabalho. No Brasil, a prática acontece desde 1970, porém não possuía regulamentação específica até o ano de 2017 com a aprovação da Lei 13.429/2017. Esta lei visa a regulamentar as relações de trabalho temporário e terceirizado, mas na prática, estudos indicam que a ampla regulação pode aumentar a precarização deste tipo de trabalho. Ou seja, ao invés de melhorar a condição do trabalhador, a Lei 13.429/2017 tende a beneficiar os empresários. Frente a este cenário, o presente trabalho tem por objetivo analisar os impactos que a aprovação da referida lei traz para as relações de trabalho na economia brasileira. Esta é uma pesquisa de natureza exploratória, descritiva e explicativa com abordagem de análise qualitativa baseada na coleta de dados em pesquisas bibliográficas e documentais. Além da análise da Lei 13.429/2017, realizou-se conexões com materiais já existentes sobre o assunto produzidos pelo DIEESE e demais pesquisadores. Em linhas gerais, os resultados revelam que a mudança legislativa não irá contribuir para estabelecer relações sólidas de trabalho nem mesmo para melhorar o cenário econômico. Mas ao contrário, esta permissão indiscriminada da terceirização tende a impactar negativamente nas relações de trabalho no Brasil, aumentando a rotatividade, riscos de acidentes, queda na remuneração média e, portanto, a insegurança do trabalhador quanto às suas perspectivas de estabilidade a longo prazo em um determinado emprego.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Ciências Econômicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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