Perfil epidemiológico de crianças e adolescentes com câncer atendidos em um serviço de oncologia

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Introdução: O câncer é a primeira causa de óbito entre crianças e adolescentes no Brasil. Reconhecer o perfil clínico nessa população possibilitará a compreensão de seus aspectos epidemiológicos e sociodemográficos. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico do câncer infanto-juvenil. Método: Pesquisa transversal e retrospectiva, com abordagem quantitativa e coleta de dados secundários, com análise de 72 prontuários de crianças atendidas em um serviço de Oncologia de um Hospital de Alta Complexidade do Sul Catarinense no período de 2007 a 2022. Os dados coletados foram o diagnóstico, idade, sexo, manifestações clínicas, modalidade de tratamento e desfecho. Resultados: 53 prontuários incluídos, sendo 56,6% do sexo masculino. O diagnóstico mais prevalente foi a Leucemia (32,1%), seguido por Tumor do Sistema Nervoso Central (9,4%) e Neuroblastoma (7,5%). As manifestações clínicas mostraram-se uniformes, sem discrepância evidente. A quimioterapia foi a medida mais adotada (71,7%). A remissão como desfecho foi a mais dominante (40%). Discussão: houve predomínio no sexo masculino, apesar de ser relatado em diversos estudos, é difícil determinar fatores de risco específicos que o justifiquem. Em concordância com a literatura, a leucemia foi o diagnóstico mais prevalente, associada aos sintomas de febre e anemia, os quais são justificados pela insuficiência hematopoiética desenvolvida pelos pacientes. Os linfomas foram pouco prevalentes, sendo explicado pela baixa mediana da idade da amostra, já que esta neoplasia é mais prevalente em adolescentes. Quanto às manifestações clínicas se destacaram os sintomas inespecíficos, justificando a demora na realização do diagnóstico do câncer infanto-juvenil.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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