Remissão da pena como forma de indenização por dano moral da pessoa presa em condições degradantes: análise do Recurso Extraordinário nº 580252/STF

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O presente trabalho discorreu sobre o estudo acerca da responsabilidade civil do Estado pelos danos morais causados aos presos em virtude das violações aos direitos à dignidade humana, por conta da superlotação prisional e condições degradantes de encarceramento, haja vista que o Estado não pode fugir das suas atribuições com o argumento de que não há verbas disponíveis a fim de investir neste âmbito. Portanto, há a necessidade de reparar os danos aos presos, os quais têm seus direitos fundamentais evidentemente lesados de forma continuada nas condições atuais do sistema carcerário brasileiro. Com isto, concluiu-se que o Estado deve ressarcir o dano, e, além disso, buscar uma real solução para esse problema. Desta forma, no primeiro capítulo abordou-se quanto aos direitos inerentes aos presos, enquanto que no segundo capítulo se analisou a configuração do dano moral bem como a responsabilidade civil do Estado em ressarcir os detentos que se encontram em regime degradante de pena. Por fim, no terceiro capítulo discorreu-se acerca das formas indenizatórias trazidas pelo Recurso Extraordinário n. 580252. O método de pesquisa utilizado foi o dedutivo, em pesquisa teórica e qualitativa com emprego de material bibliográfico e documental legal. O resultado do estudo demonstrou que a indenização por meio da remissão do tempo de execução da pena, levantado pelo Ministro Luiz Roberto Barroso no Recurso Extraordinário n. 580252, traduziu-se melhor ao método pecuniário, tendo em vista que evidenciou um ressarcimento “in natura”, isto é, incidiu especificadamente na realidade degradante aturada pelos encarcerados.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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