Qualidade de vida de crianças com dermatite atópica em consultórios privados no sul do Brasil
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Fundamentos: A avaliação do impacto da dermatite atópica em crianças e seus familiares tem sido cada vez mais utilizado como um importante parâmetro definidor da repercussão da doença na vida diária do paciente e seus responsáveis. Objetivos: Avaliar o nível de qualidade de vida de crianças acometidas pela dermatite atópica e o impacto em seus familiares atendidos em serviço de dermatologia e alergologia de clínicas particulares de uma cidade do sul do Brasil. Métodos: Estudo observacional, transversal, com coleta de dados primários e abordagem quantitativa. Foram entrevistados 29 pacientes, aplicando-se os questionários Índice de qualidade de vida na dermatite de crianças (IDQOL) e Impacto da dermatite atópica na família (DFI) aos responsáveis, permitindo identificar dados sociodemográficos, nível de qualidade de vida do paciente e do familiar e grau de severidade da dermatite. Resultados: Verificou-se que 79,3% das crianças apresentavam efeito leve da dermatite sobre a qualidade de vida. Em relação aos familiares, verificou-se um efeito leve na qualidade de vida em 55,2% dos casos e um efeito moderado em 34,4% dos familiares. O grau de severidade da dermatite avaliado pelo Índice de severidade do eczema por área (EASI) foi leve em 86,2% das crianças e, segundo a percepção dos pais, a severidade foi avaliada como leve em 48% dos casos. Limitações do estudo: Número reduzido de entrevistados. Conclusões: Os pacientes entrevistados apresentaram leve impacto da dermatite atópica sobre a qualidade de vida, sendo este mesmo impacto encontrado nos familiares das crianças. No entanto, a maioria dos pacientes apresentavam-se com leve severidade da dermatite no momento da entrevista.
Descrição
Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC.
