Impacto da alteração do protocolo de morte encefálica: doação de órgãos e tecidos em Santa Catarina

Objetivos: Verificar se existe diferença significativa no número de doações de órgãos e tecidos após o diagnóstico de morte encefálica entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018, após resolução nº 2.173/2017 e se ocorreu redução nas taxas de recusa familiar após a nova resolução instituída; identificar o perfil epidemiológico dos pacientes. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, observacional retrospectivo, descritivo, com coleta de dados secundários, utilizando base de dados pré-existente de um órgão governamental conhecido como SC transplantes. O presente estudo foi desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Computação e Métodos Quantitativos (LACOM/UNESC). Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 48,7 ± 19,1 anos, sendo 55,8% do sexo masculino. As principais causas de morte encefálica foram acidente vascular-encefálico (AVE) e traumatismo crânio-encefálico (TCE), sendo o AVE mais frequente em mulheres e o TCE em homens (p <0,001). A maioria dos pacientes com TCE (66,9%) doou órgãos e tecidos, enquanto que nos pacientes com AVE a recusa familiar foi significativa (p <0,003). Comparando-se os anos de 2016 e 2017 com o ano de 2018, foi possível perceber um aumento no número absoluto de doações de órgãos e tecidos, porém sem significância estatística. Conclusão: A instituição do novo protocolo para determinação de ME, no estado de Santa Catarina, ocasionou um discreto aumento na doação de órgãos e tecidos para transplante, enquanto que as taxas de recusa familiar se mantiveram estáveis. O perfil epidemiológico encontrado condiz com o de pacientes com ME a nível mundial.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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