Estudo da prevalência e fatores de risco associados à cervicalgia em estudantes de medicina de uma universidade do extremo sul catarinense

Objetivo: Analisar os fatores de risco e a prevalência de cervicalgia em estudantes de medicina de uma universidade do Extremo Sul Catarinense. Métodos: Estudo observacional transversal, com abordagem quantitativa e coleta de dados primários. A cervicalgia foi avaliada através de um questionário sociodemográfico desenvolvido pelas pesquisadoras. Adicionalmente, foi aplicado o questionário validado Neck Bournemouth Questionnaire (NBQ – Brasil), para avaliar a interferência da cervicalgia na qualidade de vida dos estudantes. Os questionários foram enviados por e-mail e respondidos via Google Forms. A análise dos dados foi feita em planilhas do software IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 21.0. Resultado: No total, 225 estudantes participaram da pesquisa, com média de idade de 23,19 ± 4,43 anos, sendo 71,6% do sexo feminino, significância para cervicalgia (p=0,005). A prevalência de cervicalgia foi de 67,1%, classificada como aguda por 61,6% e crônica por 38,4% dos estudantes. O uso de mais de 4 horas diárias de tela foi reportado por 69,8% dos participantes, entretanto, não apresentou relação significativa com a cervicalgia (p=0,219). Os fatores de risco significativamente associados à presença de cervicalgia foram o estresse contínuo (p=0,001), prática de exercício físico (p=0,029) e posição de estudo inadequada (p=0,001). Conclusão: Entre os fatores analisados, o sexo feminino, a ergonomia, o estresse contínuo e a falta de exercício físico mostraram-se relacionados com a presença de cervicalgia.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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