Implicações da periodontite apical na fisiopatologia do acidente vascular cerebral isquêmico

dc.contributor.advisorGeneroso, Jaqueline da Silva
dc.contributor.authorRupp, João Cassettari
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2026-06-04T00:33:18Z
dc.date.available2026-06-04T00:33:18Z
dc.date.created2026
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractA periodontite apical (PA) é um processo inflamatório crônico em resposta a uma infecção endodôntica. A contaminação do tecido pulpar pode acontecer devido à cárie, fissuras ou trauma, que induz uma resposta inflamatória. Estudos indicam que a PA pode potencializar os efeitos da doença periodontal no sangue e a resposta inflamatória local decorrente da infecção bacteriana leva à liberação de citocinas na circulação sistêmica e a subsequentes efeitos vasculares deletérios. Assim, a PA vem sendo alvo de estudos sobre seu papel em diversas patologias, incluindo o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), que é causado por alterações no suprimento sanguíneo, levando a perda de função da área afetada. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar o papel da PA na fisiopatologia do AVCi em ratos Wistar adultos-jovens. Para isso, foram utilizados ratos Wistar machos (250 a 300 g), com 60 dias de vida, que foram submetidos ao modelo experimental de PA divididos em 3 grupos experimentais: controle + salina (n = 45), PA em 1 dente (n = 45) e PA em 4 dentes (n = 45) e posteriormente os animais foram subdivididos em 6 grupos: controle (n = 15), MCAO (n = 30), PA em 1 dente (n = 15), PA em 4 dentes (n=15), PA em 1 dente + MCAO (n = 30) e PA em 4 dentes + MCAO (n = 30), onde foi realizado a indução do modelo de AVCi por oclusão da artéria cerebral média (MCAO). Os animais foram avaliados quanto a peso, temperatura e escore neurológico em 1, 24, 46, 72, 96 e 120 horas após indução experimental. No 30º dia após a indução da PA, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de habituação ao campo aberto e reconhecimento de objetos novos e após a finalização foram eutanasiados para retirada de soro, córtex frontal, córtex total e hipocampo. Logo as amostras foram submetidas a dosagem de IL-6, IL-10, Il-1β, TNFα e tamanho do volume do infarto cerebral. Os resultados demonstram que um maior número de lesões dentárias associado a MCAO acarreta aumento de citocinas inflamatórias e redução de mediadores anti-inflamatórios, e que estes achados podem estar intimamente relacionados a um volume de infarto maior e aumento de escore neurológico, resultando em um pior desempenho em testes comportamentais demonstrando o impacto neurológico e cognitivo causado. Tais dados podem fornecer novos insights para pesquisas futuras e auxiliar na compreensão do impacto da associação entre PA e AVC.pt_BR
dc.identifier.citationRUPP, João Cassettari. Implicações da periodontite apical na fisiopatologia do acidente vascular cerebral isquêmico. 2026. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/12733
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPeriodontite periapicalpt_BR
dc.subjectAcidente vascular cerebralpt_BR
dc.subjectDoenças neuroinflamatóriaspt_BR
dc.subjectDano cognitivopt_BR
dc.titleImplicações da periodontite apical na fisiopatologia do acidente vascular cerebral isquêmicopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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