Os reflexos da não ratificação da “Convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e crimes contra a humanidade” no ordenamento jurídico brasileiro à luz do direito internacional
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Há muito já se discute sobre os diversos problemas que surgem no âmbito das relações internacionais. Para resolvê-los, elaboram-se documentos internacionais, consubstanciados em tratados, que criam direitos e deveres entre os Estados que a eles depositam confiança. Frente a isto, o presente trabalho tem como objetivo geral discorrer sobre os reflexos da “Convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e crimes contra a humanidade” no ordenamento jurídico interno brasileiro, especialmente por ainda não ter sido ratificada. Este fato constitui o problema principal, questionando-se quais são os efeitos que podem surgir de uma convenção que não foi ratificada por um Estado. Para tanto, a título de objetivos secundários, estuda-se como se dá a elaboração de tais documentos, e quais os passos a serem seguidos para que sejam incorporados ao ordenamento interno esses tratados e convenções. Além disso, analisam-se os órgãos internacionais e o julgamento de conflitos, com especial atenção à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que tem competência para decidir casos em que ocorra afronta ou violação a direitos humanos, como é o caso Gomes Lund e outros X Brasil, mais conhecido como Guerrilha do Araguaia, confrontando a Lei da Anistia com normas de Direito Internacional. Com os estudos e análises empenhados, através de um método de abordagem dedutivo, bem como uma metodologia auxiliar histórico-política e técnicas de pesquisa teórico-bibliográfica, qualitativa e prescritiva, possibilitou-se inferir que, conquanto o Brasil não tenha ratificado a Convenção em análise, faz ele parte de outros diversos documentos que salvaguardam os Direitos Humanos. Portanto, a Corte determinou a invalidade da Lei da Anistia, a qual deixaria diversos criminosos sem punição, e outras diversas famílias sem esperança de justiça.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
