Avaliação da síntese verde de nanopartículas de ouro e prata com curcumina (Curcuma longa l.) Ou açaí (Euterpe oleracea) no reparo tecidual de ferida palatina em ratos wistar

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Danos superficiais à pele e mucosa ocorrem com frequência por uma variedade de razões. Tem-se a necessidade de melhor compreensão nos processos fisiopatológicos das lesões da mucosa oral. Vários nanomateriais têm sido utilizados na odontologia, como as nanopartículas de ouro e prata, conhecidas por seus efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, antimicrobianos etc. A síntese verde de nanopartículas metálicas tem despertado muito interesse devido à menor toxicidade e menor tempo de processamento. O objetivo deste trabalho é avaliar e comparar os efeitos do tratamento com nanopartículas de ouro (GNPs) e prata (AgNPs) reduzidas pelo método de síntese verde com Curcumina (Curcuma longa L.) ou Açaí (Euterpe oleracea), a um tratamento padrão comercial do tipo farmacológico (Omcilon®) e a um agente eletrofísico (fotobiomodulação), em feridas palatinas de ratos Wistar. Foram utilizados 120 ratos Wistar que foram divididos em 2 grupos de 60 animais em cada, para que o experimento ocorresse em duas etapas e um desses grupos fosse tratado com nanopartículas de ouro e outro com nanopartículas de prata. Cada um dos 2 grupos foi então subdividido em cinco grupos de n=12, na primeira etapa: I. Lesão Palatina (LP) - sem tratamento local ou sistêmico; II. LP + Fotobiomodulação (FBM); III. LP + Omcilon®; IV. LP + GNPs-Cur (0,025mg/mL); V. LP + GNPs-Açaí (0,025mg/mL). Na segunda etapa: I. (LP); II. LP + FBM; III. LP + Omcilon®; VI. LP + AgNPs-Cur (0,125mg/mL); VII. LP + AgNPs-Açaí (0,125mg/mL). Os animais foram anestesiados com cetamina 100 mg/kg e xilazina 0,5 mg/kg via intraperitoneal e lesões circulares na mucosa palatina foram induzidas utilizando um punch de 4mm de diâmetro. A primeira sessão de tratamento iniciou 24h após a lesão e o gel preparado foi colocado nas lesões dos seus respectivos grupos, durante 5 dias. Foi realizada análise macroscópica e escore inflamatório, além da análise do tamanho das feridas. Após 24h da última aplicação foi realizada a eutanásia dos animais e a retirada do tecido da mucosa palatina para análise histológicas, bioquímicas e moleculares. Observa-se que GNPs-Açaí e AgNPs-Cur foram capazes de reduzir significativamente as citocinas pró-inflamatórias e aumentar as anti-inflamatórias, reduzir os marcadores oxidantes, reduzir o infiltrado inflamatório, aumentar a área de colágeno e aumentar a taxa de contração da ferida. Foi possível observar pela análise macroscópica que as GNPs-Açaí tiveram uma qualificação visual melhorada, com aparente redução do tamanho da ferida e do grau de inflamação e formação de tecido necrótico. O presente estudo demonstrou que as terapias propostas de GNPs e AgNPs sintetizadas de forma verde e podendo assim associar seus efeitos com os das plantas, favorecem o processo de reparo tecidual em ferida oral da mucosa palatina.

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Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense para obtenção do título de Doutora em Ciências da Saúde.

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