Território e poder em um antigo lixão: trajetória de vida dos catadores

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Esta pesquisa trata de território do profissional catador enquanto autor principal da limpeza urbana. O foco principal do trabalho está voltado ao território dos catadores da comunidade do Poço Oito em Içara – SC. Haja vista que os catadores de materiais recicláveis possuíam um território próprio, eles identificavam-se com o mesmo enquanto exerciam a prática no “lixão”, localizado na comunidade do Poço Oito. Este local era praticamente a segunda, ou se não a primeira casa destes profissionais. Até a instalação do aterro sanitário da Santec no município, os catadores viviam exclusivamente do lixão, pois tinham extrema dificuldade em desenvolver outra atividade que não fosse a de catador. Entretanto, com a instalação do aterro sanitário no município, esses profissionais vivem uma realidade paralela e acabam por terem que abandonar a profissão e vivenciam um momento de perda de identidade quando catadores. O trabalho está estruturado em partes compostas por revisão bibliográfica sobre o mito da desterritorialização, a identidade com o espaço construído e o exercício de poder e territorialidade, o processo de inclusão e exclusão social dos catadores e catadoras no antigo lixão do Poço Oito em Içara, SC. Retrata e relata a trajetória de vida dos catadores com o advento do novo destino para resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário e os novos caminhos e (des)caminhos dos ex-catadores em novas identidades e territorialidades.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharelado no curso de Geografia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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