Fatores relacionados à transmissão vertical do HIV em região de alta prevalência
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Objetivo: Nos últimos anos não se observou redução significativa na taxa de transmissão vertical do HIV em
alguns locais do Brasil. O presente estudo tem como objetivo verificar fatores, estabelecidos ou não previamente por evidências científicas, associados à transmissão vertical do vírus. Métodos: Estudo retrospectivo descritivo de prontuários de crianças expostas verticalmente ao HIV com definição diagnóstica pelos critérios do Ministério da Saúde do Brasil no período de 01 de Janeiro de 2011 a 01 de Janeiro de 2015.
Resultados: Analisaram-se 371 prontuários de crianças com definição diagnóstica. Destas, em 350 a infecção foi excluída e 21 foram infectadas. A taxa global de transmissão foi de 5,7%, sendo 6,3% em 2011, 4,8% em 2012, 6,5% em 2013 e 4,7% em 2014. A taxa de infecção nas crianças cujas mães realizaram pré-natal foi de 4,4%, comparado a 30,0% nas das que não o realizaram. Em mães que tiveram diagnóstico do HIV positivo no momento do parto ou pós-parto, a taxa de transmissão foi de 41,2%, comparado com 3,7% nas com diagnóstico anterior ao parto. Mães que realizaram uso de drogas antirretrovirais na gestação, parto e no recém-nascido tiveram uma taxa de transmissão de 2,3%, e as que não o realizaram tiveram uma taxa de transmissão de 13,3%. Conclusão: Existem falhas na implementação de medidas e intervenções preventivas na transmissão vertical do HIV, como a realização do pré-natal de qualidade, uso de drogas antirretrovirais durante a gestação, parto e no recém-nascido e o diagnóstico precoce do HIV nas mulheres em idade fértil.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
