Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (CBI Bacharelado)
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Item type: Item , Comércio de animais silvestres em páginas da internet do BrasilAguiar, Amanda Morgerot; Carvalho, FernandoO comércio de animais silvestres esteve presente no Brasil desde a colonização, porém, com a popularização da internet, o comércio de animais silvestres ganhou maior proporção e facilidade. O presente estudo teve como objetivo investigar o comércio de animais silvestres em páginas da internet no Brasil. As informações sobre comércio de animais silvestres no Brasil foram obtidas em rede social (Facebook) e sites de lojas de animais pet com autorização para comércio. A busca foi realizada entre dezembro de 2020 e junho de 2021. Na rede social a busca se concentrou em grupos restritos de vendas, nos quais foi realizada a busca por anúncios. Tanto para a pesquisa em sites comerciais, de lojas de comércio legal de animais silvestres e rede social foram obtidas as seguintes informações: I - quais animais estão sendo vendidos; II - de qual estado é o vendedor; III - o valor dos animais. Para cada espécie foi inserido seu status de conservação, sua origem (nativo ou exótico) e se a forma da comercialização era legal, ilegal ou ambos. Foi calculando também a frequência dos nativos e exóticos pelo cálculo FR = N.at / Nt x 100, sendo frequente (FR > 50,1), pouco frequentes (25,1 > Fr < 50) e raro (FR < 25), por consequência, os taxa nativos representaram (89,04%; N = 65) e os exóticos em menor número, (10,96%; N = 8). Em 545 anúncios foi possível encontrar o valor da espécime, sendo 77 legais e 468 ilegais, assim, colocou-se o número de registros por procedência para cada taxa e o valor médio por procedência, desta maneira, foi possível usar de comparação dos valores ofertados, já que em muitos encontrou-se valores para os legais e ilegais do mesmo taxa, sendo que geralmente o valor do animal ilegal foi a metade dos que foram ofertados legalmente. Tanto no comércio ilegal quanto no ilegal, houve regionalização com São Paulo e Rio de Janeiro sendo os estados com maior número de publicações, podendo ser por uma maior fiscalização e/ou por manter um maior número de criadouros legalizados.Item type: Item , Turismo de natureza nas comunidades rurais do município de Lauro Müller/SCLeiria, Bianca Bez Batti; Ladwig, Nilzo Ivogeração de empregos. Mas não se destaca somente no meio econômico. Seu principal objetivo é conservar a natureza, gerar sustentabilidade e assim utilizar seus recursos com impactos reduzidos. O estudo objetivou analisar o potencial do Turismo de Natureza nas comunidades rurais do município de Lauro Müller, Santa Catarina, que apresenta paisagens naturais diversificadas. Por meio da análise documental e pesquisa de campo, foi possível destacar as características, potencialidades e deficiências da área de estudo. Nas potencialidades destaca-se a oportunidade de desenvolver atividades relacionadas ao Turismo de Natureza. As principais deficiências foram registradas a falta de diálogo entre as entidades públicas e privadas na implementação do Plano Municipal de Turismo, ficou evidente a carência de infraestrutura básica relacionada a precariedade da rede viária e de sinalização.Item type: Item , Tamanho populacional de felinos do gênero Leopardus em uma área de encosta na Serra Geral, na região sul catarinenseSantos, Celine Tomaz dos; Carvalho, FernandoO Gênero Leopardus é constituído por indivíduos de porte pequeno a médio, e suas densidades populacionais variam de forma intraespecífica. A partir disso, o presente estudo teve como objetivo estimar o tamanho populacional de Leopardus guttulus, Leopardus wiedii e Leopardus pardalis em uma área de encosta na Serra Geral, na Região Sul Catarinense. O estudo foi realizado no município de Treviso, sul de Santa Catarina, em um remanescente de Mata Atlântica, dentro da área de amortecimento da Reserva Biológica do Aguaí. Para amostragem foram utilizadas 18 câmeras trap, as quais permaneceram ligadas 24 horas por dia, de 2017 a 2020, o que resultou em esforço amostral total de 315.360 armadilhas/hora, ao longo dos 24 meses de amostragem. A manutenção das armadilhas foi feita mensalmente, sendo trocadas todas as baterias e os cartões de memória. As imagens passaram por uma análise e tabulação dos dados, onde todas as imagens que apresentaram registros de Leopardus foram analisadas, mencionando o número da câmera que fez o registro, a espécie registrada, data e hora. Ao ser identificado um indivíduo do Gênero Leopardus a imagem passou por um processo de triagem, sendo observada a região lateral direita do animal, buscando por mancha característica. Após este processo, foi atribuída uma letra ao animal, para que todas as fotos posteriores que apresentaram um morfotipo com o mesmo padrão fossem definidas como sendo o mesmo morfotipo já identificado. A frequência temporal foi determinada pelo número de meses em que o morfotipo foi registrado na área de estudo. Leopardus guttulus e L. wiedii foram as espécies com maior número de morfotipos, enquanto L. pardalis apresentou menor número de morfotipos, porém, registrou um morfotipo residente, com a maior frequência relativa do estudo. A alta frequência desse morfotipo de L. pardalis está relacionada com o fato do indivíduo ser um macho, tendo um maior aproveitamento de área. Já a maior abundância de indivíduos de L. guttulus e L. wiedii pode ser justificada pela baixa presença de L. pardalis.Item type: Item , Dinâmica da paisagem nos campos de cima da serra e a perda de habitat por Cinclodes pabsti sick, 1969 (furnariidae)Olivo, Eduarda Fraga; Zocche, Jairo JoséA paisagem é definida de diversas formas, de acordo com quem a observa e segundo a abordagem adotada. Na abordagem ecológica pode ser definida como um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas. Esta heterogeneidade se manifesta pelo menos para um fator e é percebida segundo um observador e em uma determinada escala. Os padrões espaço-temporais da paisagem, resultantes de processos naturais ou antrópicos, podem levar a fragmentação do habitat, que por sua vez, podem resultar na perda de habitat. O presente estudo teve por objetivo acessar dados sobre a dinâmica espaço-temporal da paisagem dos Campos de Cima da Serra no sul do Brasil e seus reflexos sobre a perda de habitat por Cinclodes pabsti Sick, 1969 (Furnariidae), visando a conservação da espécie. A dinâmica da paisagem foi analisada em escala duas escalas: a primeira, incluindo toda a área de distribuição da espécie e a segunda, em escala de ninho. A obtenção de dados para as análises em escala de distribuição da espécie se deu, por meio do mapeamento do uso e cobertura da terra, no período de 1985 – 2019, com base em mapas temáticos disponibilizados pelo Projeto MAPBIOMAS. Em escala de ninhos, o mapeamento do uso e cobertura da terra se deu, para o ano de 2019, a partir da individualização manual em tela de computador, dos polígonos das respectivas classes identificadas em imagem orbital extraída do acervo do Google Earth (no site Earth Explorer). Em ambas a escalas, o geoprocessamento se deu no software ArcGis versão 10.3.1. Foram identificadas seis classes de uso e cobertura da terra na escala de distribuição da espécie: Floresta Ombrófila Mista, Campo Nativo, Silvicultura, Agroecossistemas, Área Urbana e Corpo d’água. O Campo nativo, habitat específico de C. pabsti evidenciou perdas na ordem de 15,2% de sua área de 1985 para 2019 enquanto que os agroecossistemas e a silvicultura aumentaram conjuntamente suas áreas na ordem de 17%. A transformação de extensas áreas de campos naturais em áreas de cultivo de Pinus spp. e hortaliças implica diretamente na perda física de habitats naturais, assim como perda na qualidade do ambiente remanescente pelo uso de pesticidas nas lavouras, o que representa ameaças à biodiversidade, especialmente às espécies endêmicas como C. pabsti.Item type: Item , Presença de microplastico no instestino de Callinectes sapidus (Rathbun, 1896) em estuarinas do litoral sul do BrasilCechinel, Gabriel Silva; Cascaes, Mainara Figueiredo; Machado, Rodrigo MachadoOs oceanos estão infestados de resíduos plásticos por todo o mundo, com o grande aumento das cidades litorâneas, o nível de plástico que acaba por atingir os oceanos só tende a pioras, tendo estatísticas calculando que em 2050 terá mais resíduo plástico do que peixes nos mares. Esses plásticos podem ir tanto de garrafas pet ou sacolas plásticas, como também linhas de pescas. Todo esse plástico acaba soltando toxinas que são prejudiciais tanto para os seres humanos como pros animais, atrasando seu desenvolvimento. Nas zonas estuarias o contato do humano com o mar é constante devido a serem zonas de pesca, assim sendo levado grande quantidade de microplástico para essas regiões, que são também lares de muitas espécies de animais. Essas estuarias também contam com aves marinhas que são prejudicadas também com esses plásticos através de sua ingestão ou emaranhamento, se prendendo em suas patas ou bicos, assim podendo bloquear suas vias respiratórias e causando grandes danos ao animal. Outro animal que tem grande contato com os plásticos são os siris, que é o foco desse trabalho, mais especificamente os Callinectes Sapidus ou siri azul mais popularmente conhecido. Esses indivíduos acabam por serem predadores e se alimentando de outros animais nas estuarias, porem são muito impulsivos na alimentação e pouco restritivos, fazendo com que muitas vezes se alimentem de microplástico sem intenção. Como esse plástico não tem os nutrientes necessários, isso atrasa seu desenvolvimento e sendo muito prejudicial a sua saúde. Foram coletados os siris em duas zonas estuarias, em Araranguá no estado de Santa Catarina e em Torres no estado do Rio Grande do Sul. Em ambas as regiões foram encontradas presença de microplástico nos seus conteúdos estomacais e tanto machos como fêmeas tiveram sua presença, mostrando que indiferente da região ou do sexo, o microplástico está presente. Embora seja algo tao impactante no meio ambiente e influencia nas vidas humanas, é um assunto pouco discutido e levado a sério pela maioria das pessoas, sendo muito comum ser visto o descarte incorreto de plástico em todos os cantos e praias. Foram ao todo triados 24 siris das duas estuarias e tivemos quase 46% desse total com a presença do microplásticoItem type: Item , Nicho espaço-temporal de anuros (Lissamphibia: anura) em ambiente de restinga, no sul de Santa Catarina, sul do BrasilStecanella, Gregory Carminatti; Zocche, Jairo JoséEntre os ecossistemas associados à Mata Atlântica encontram-se as Restingas, que se distribuem por grande parte do território brasileiro e ocupam 79% das regiões litorâneas. Estes ecossistemas apresentam grande variedade de micro-habitats, possibilitando a ocupação por diferentes espécies de anfíbios anuros. Desde há muito, as Restingas vêm sofrendo intensos impactos antrópicos, os quais estão representados pelas drásticas modificações em sua paisagem original, o que intensifica as pressões sobre sua biodiversidade. Este estudo teve por objetivo analisar a segregação espaço-temporal do nicho por espécies de anuros em um ambiente de Restinga, no município de Jaguaruna, litoral sul de Santa Catarina, sul do Brasil. Os dados são de origem secundária e foram coletados por meio de busca ativa visual e auditiva, por dois pesquisadores durante cinco horas e meia em três noites consecutivas por mês, de setembro de 2015 a agosto de 2016, totalizando esforço amostral de 396 horas/pesquisador. A avaliação da ocupação temporal (período noturno), sazonal (estações) e espacial do nicho, tendo por base o número total indivíduos ativos de cada espécie (≥ 10), para cada respectivo nível de análise, foram realizadas por meio da análise de agrupamentos, adotando-se como critério aglomerativo a formação de grupos emparelhados e como medida de similaridade o índice de Morisita. Foram registradas 1.691 ocorrências de anfíbios anuros pertencentes a 10 espécies e a quatro famílias. Hylidae e Leptodactylidae foram as famílias mais ricas. Os níveis de similaridade na distribuição sazonal das espécies variaram de 0,619 a 0,994, com r = 0,89, com Odontophrynus maisuma e Dendropsophus minutus como as espécies com maior sobreposição de nicho. Os níveis de similaridade na distribuição da abundância temporal das espécies no período noturno variaram de 0,755 a 0,970, com r = 0,767, tendo Dendropsophus sanborni e Scinax squalirostris como as espécies mais similares. A sobreposição espacial do nicho variou de 0,053 a 0,9889, com coeficiente de correlação r = 0,980 e tendo P. biligonigerus e Odontophrynus maisuma como as mais similares. As espécies estudadas são todas generalistas em relação à qualidade do habitat, com elevada tolerância à variação de diversos fatores ambientais, o que lhes favorece na competição e/ou repartição de recursos. Os resultados obtidos neste estudo contribuem para melhor compreensão a respeito da repartição de recursos pela anurofauna em ambientes de Restinga.Item type: Item , Avaliação parasitológica de ratos (Rattus norvegicus) da linhagem Wistar e camundongos (Mus musculus) das linhagens Balb-c, Black C57/bl6 e Swiss pelo método de Hoffman, Pons e Janer (1934) do biotério da Universidade Do Extremo Sul Catarinense (Unesc)Silva, Gustavo Rodrigues da; Bianchini, GuilhermeOs endoparasitas intestinais podem causar danos aos seus hospedeiros, que vão desde distúrbios intestinais até a morte, sendo assim, endoparasitas em animais de laboratório podem afetar a qualidade da colônia e tornando estes inadequados para pesquisa e ensino. O exame parasitológico de fezes por sedimentação espontânea, consiste em identificar endoparasitas nas amostras de fezes analisadas. O trabalho tem como objetivo relatar o resultado obtido através das análises coproparasitológicas por sedimentação espontânea nos ratos (Rattus norvegicus) da linhagem Wistar e nos camundongos (Mus musculus) das linhagens Balb-C, Black C57/BL6 e Swiss do biotério da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Foram utilizadas 4 amostras para ratos e 9 para camundongos, totalizando 13 exames, divididos por linhagens e por salas. Os resultados indicaram positivos para helmintos Syphacia muris e Protozoários Eimeria separata, ambos apresentaram uma prevalência maior em ratos Wistar, e em camundongos sendo infecções acidentais nas linhagens Balb-C e Black C57/BL6.Item type: Item , Abelhas silvestres nativas sem ferrão como estratégia de educação ambiental para alunos de ensino fundamental anos iniciais.Salgueiro, Júlia Guissone; Martins, Miriam da ConceiçãoA educação ambiental aborda diversos temas e uma imensa área onde pode ser aplicada. De acordo com a lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, a educação ambiental é essencial e permanente dentro da educação nacional, ou seja, deve estar presente no ambiente escolar. O quanto antes as crianças se sensibilizarem com temáticas ambientais a probabilidade de se tornarem adultos ecologicamente conscientes é muito maior, por isso a educação ambiental deve ser aplicada desde os anos inicias do ensino fundamental. As abelhas silvestres nativas sem ferrão podem ser usadas como instrumento de educação ambiental, sabendo que são espécies pouco conhecidas e essenciais para manter o equilíbrio do nosso ecossistema. Este estudo teve como Objetivo Geral avaliar o uso de abelhas silvestres nativas sem ferrão como estratégia de educação ambiental nos anos iniciais do ensino fundamental em escolas. O trabalho foi desenvolvido a partir da pesquisa bibliográfica e apresenta resultados quali-quantitativo. Ao trazer as atividades pedagógicas aplicadas na educação ambiental com abelhas nativas sem ferrão foi comprovada a efetividade na sensibilização e compreensão dos alunos com o tema.Item type: Item , Avaliação da toxicidade da água de açude localizado no entorno de culturas agrícolas no município de Forquilhinha - SC.Kammer, Maria Eduarda Vitali; Ludvig, CinaraA Revolução Verde foi o marco histórico para o início da utilização de agrotóxicos e fertilizantes nos cultivares. As águas superficiais de efluentes próximos a estes cultivos, podem ser facilmente contaminadas por conta dos agrotóxicos, seja por meio do ar ou pelas drenagens subterrâneas. O objetivo deste estudo foi analisar a possível toxicidade da água superficial do açude localizado próximo a um cultivo de arroz. O presente estudo foi realizado no açude localizado em Forquilhinha, no Sul de Santa Catarina. Os testes foram efetuados com a utilização do microcrustáceo aquático, Daphnia magna Straus (1820), em 4 diluições e controle. Foram realizadas coletas em três períodos do ano e de três pontos do açude. Os resultados mostraram que na primeira campanha, realizada em março de 2021, e na segunda campanha, realizada em julho de 2021, os resultados foram negativos, não apresentou nenhum Fator de Toxicidade (FT). Os resultados da terceira campanha, realizada em setembro de 2021, apresentaram toxicidade, tendo diferenças de valores entre cada ponto, cada diluição e no tempo de exposição. No ponto 1, no Fator de Diluição (FD) 1 ocorreu a morte de 5% dos indivíduos nas primeiras 24 horas, após 48 horas não houve morte. No FD 2, houve mortalidade de 10% dos organismos, apenas após 48 horas de exposição. No ponto 2, ocorreu a mortalidade de 15% dos organismo após 48 horas de exposição no FD 1. Nos Fatores de Diluição 2 e 4, foi registrado mortalidade de 5% dos indivíduos em cada, após 48 horas. No ponto 3 foram registrados 5% dos indivíduos que acabaram morrendo após 48 horas de exposição, apenas do FD 1. Pode-se concluir que o açude apresenta toxicidade e que ela modifica dependendo da época do ano e da distância entre o cultivo. O maior FT é apresentado no mês de setembro, quando é feito o plantio dos grãos e lançado agrotóxicos, podendo ser um indicador para a qualidade ambiental e vida dos ecossistemas aquáticos.Item type: Item , Nomes populares e usos terapêuticos mencionados na etnobotânica para espécies medicinais: ordem asteralesAndré, Natália Monteiro; Citadini-Zanette, Vanilde; Rossato, Angela ErnaAs plantas medicinais são usadas pelos seres humanos desde épocas remotas, sendo a prática medicinal mais antiga. Algumas espécies são alvo de estudos etnobotânicos, como a das Asteráceas, família que apresenta grande potencial medicinal. Este trabalho teve como objetivo buscar informações populares das espécies medicinais da Ordem Asterales presentes no Horto Didático de Plantas Medicinais (HDPM) da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), revelando potenciais usos e espécies para futuras pesquisas científicas. Foram registradas 13 espécies de plantas medicinais da família Asteraceae, sendo cinco nativas do Brasil e oito exóticas (cultivadas e naturalizadas). Todas as espécies foram descritas, de acordo com suas características botânicas e agroecológicas, com indicação de sua distribuição geográfica. Foram apresentados os usos populares descritos em levantamentos etnobotânicos elencando a espécie, o farmacógeno (parte usada da planta), indicação (usos) e via de administração (formas de uso) das espécies de Asterales presentes no HDPM. Das 13 espécies de Asteraceae presentes no HDPM somente duas têm seu uso validado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o uso das outras espécies aqui apresentadas precisam ainda ser comprovados cientificamente. Esta pesquisa revelou a necessidade de mais estudos com espécies de Asteraceae de nossa flora, pelo potencial medicinal que apresentaItem type: Item , Indicadores de qualidade de água e a restauração dos recursos hídricos: estudo de caso do Rio Mãe Luzia em Treviso, Santa CatarinaLenhani, Vicente Nava; Menezes, Carlyle Torres Bezerra deO passivo ambiental deixado na região Sul de Santa Catarina pela exploração de carvão nas últimas décadas é um tema conhecido na comunidade acadêmica. A bacia hidrográfica do rio Araranguá é considerada por alguns autores como a mais impactada de todo estado. Na década de 90 foi instaurada uma Ação Civil Pública que condenou carboníferas e outra entidades para recuperarem áreas degradadas por mineração, algumas áreas delimitadas pela ACP estão inseridas em Treviso, o impacto das duas maiores foi avaliado neste estudo. O estudo teve como objetivo analisar indicadores de qualidade ambiental da água do rio Mãe Luzia dentro dos limites municipais de Treviso, Santa Catarina, com vistas a recuperação de seus recursos hídricos regionais. Os equipamentos utilizados para a tomada de dados eram do Projeto DATA, projeto elaborado pela Fundação de Meio Ambiente de Treviso vinculado ao Ministério Público Federal com plano de ação dedicado ao monitoramento do Rio Mãe Luzia. Oito pontos de coleta de água foram definidos pelo curso do rio, as coletas foram realizadas quinzenalmente a partir do dia 15 de julho de 2020 até o dia 30 de outubro de 2020, totalizando oito amostragens. Para as coletas dos dados foi utilizada uma sonda multiparâmetros, modelo AP-800, marca Aquaread, que permitiu a medição de sete descritores: Temperatura; pH; Potencial de Oxi-Redução; Oxigênio Dissolvido; Condutividade Elétrica; Sólidos Totais Dissolvidos e Turbidez. O pH médio dos pontos diminui gradualmente conforme os pontos vão se afastando da nascente, apresentando a maior média no Ponto 02 (7,07) e menor no Ponto 08 (6,17), o Oxigênio Dissolvido apresentou pouca alteração com média minima no Ponto 01 (8,28) e máxima no Ponto 08 (8,9), esses dois parâmetros estão de acordo com o estabelecido para águas doces de Classe 1 na Resolução CONAMA 357/05. As medidas de Sólidos Totais Dissolvidos apresentaram grandes variações em dias chuvosos, principalmente nos pontos distribuídos perto das mineradoras, chegando a um pico de 1101 mg/L no dia 30 de setembro. Esses valores podem ser explicados pela falta de pavimentação nas estradas e pátios da mineradora, que por serem vias de terra sem drenagem, acabam por acumular material advindo dos pneus ou da própria carga dos caminhões que trafegam levando o carvão, esse material acaba sendo carreado para o rio por lixiviação quando chove. Durante os 4 meses de amostragem constatou-se que a área de recuperação Rio Pio cessou o impacto no Rio Mãe Luzia após a conclusão das obras, enquanto a área de recuperação Campo Morozini pode estar impactando de forma negativa o rio. De todo modo o monitoramento do rio deve continuar para geração de maior banco de dados, fiscalização e delimitação de fatores poluidores. Por fim, os resultados obtidos mostram que o monitoramento com a sonda é uma ferramenta muito importante para fiscalização dos cursos de água por parte do poder público pelo fato do baixo investimento financeiro e facilidade de manuseio. Pesquisas referentes ao ciclo hídrico da região carbonífera se demonstram essenciais, visto a importância que a água exerce na vida humana e em todos ecossistemas.Item type: Item , Incidência de acidentes com cnidários em quatro praias do litoral sul catarinenseMatos, Vitner Santos de; Cascaes, Mainara FigueiredoCnidários são animais altamente diversificado com cerca de 13.400 espécies pertencentes ao Filo Cnidaria e muitas espécies são comuns em praias do litoral brasileiro e acabam causando acidentes ao entrarem em contato com banhistas. O presente estudo teve como objetivo analisar a variação do número de acidentes causados por esses animais em quatro praias do litoral sul catarinense. Os dados foram obtidos por meio de requerimentos via e-mail, em novembro de 2020, para os Corpos de Bombeiros Militares de Santa Catarina de Passo de Torres, Sombrio (responsável pelos dados de Balneário Gaivota), e Araranguá (responsável pelos dados de Araranguá e Arroio do Silva). Os dados são referentes aos acidentes causados por cnidários durante o período da Operação Verão entre novembro a março nos anos de 2015 até 2020, os quais são obtidos pelos guardas vidas nas praias, através da procura de pessoas feridas que se dirigem até o local para atendimento.do Corpo de Bombeiros Militar das respectivas cidades. No total, 116.788 casos foram registrados de 2015 a 2020 nas quatro praias, sendo Balneário Arroio do Silva a praia com mais acidentes no total com 45.958 e Araranguá a menor com 9753 casos. Os anos de 2015/2016 foram os com o maior número de acidentes somando todas as praias com 29.237 e 2017/2018 os menores anos somando todas as praias com 14.585 casos. Houve variação tanto entre os anos em cada praia, quanto entre as praias, confirmada através dos testes de qui - quadrado e Tukey, sendo esta variação em partes explicada pelo número de guaritas, a extensão das praias e influência de rios. Este trabalho se mostra relevante no que diz respeito a uma compilação dos dados de acidentes com cnidários levando em consideração a variação anual e que pode servir para informação dos Corpos de Bombeiros Militares Municipais, das Prefeituras e da população em geral. Mais estudos se fazem necessários para analisar outros fatores que podem estar influenciando no número total de acidentes, como a temperatura da água, a pluviosidade, correntes marítimas, número de turistas nas praias e características eológicas locais, com esse trabalho podendo servir de base para tal.Item type: Item , Atividade de forrageamento de Eira barbara Linnaeus, 1758 (Carnivora: mustelidae) em ambiente de Mata Atlântica, na encosta da Serra Geral, no sul de Santa CatarinaJoaquim, Yara Thomasi; Carvalho, FernandoA Eira barbara (Linnaeus, 1958) é um mamífero pertencente à Ordem Carnivora e Família Mustelidae, que ocorre historicamente do Sul do México ao Norte da Argentina e na maioria dos países da América do Sul. A espécie costuma apresentar maior atividade durante o dia, mas também ocorre de estar ativa durante a noite, e isso demonstra o quão plástico são os mamíferos quanto ao uso temporal do habitat. O presente estudo teve como objetivo descrever o padrão de atividade horária de Eira barbara Linnaeus, 1758, em ambiente de Mata Atlântica no sul de Santa Catarina. As amostragens foram realizadas em dois fragmentos florestais, sendo um no município de Treviso (28°30'50''S e 49°27'26''O) e o segundo em Siderópolis (28°35′56″S, 49°25′31″O). Ambos os sítios de amostragem estão inseridos no Bioma Mata Atlântica, na formação florestal da Floresta Ombrófila Densa Submontana. Os fragmentos são representados por ambientes conservados, com vegetação predominantemente em estágio secundário médio de regeneração. Para a amostragem de Treviso, entre os anos de 2018 e 2019, foram instalados 12 pontos de armadilhamento fotográfico. Já em Siderópolis, a amostragem ocorreu entre os anos de 2015 e 2019, com 48 pontos de instalação de armadilhas fotográficas. Em ambos os locais, as armadilhas foram programadas para registrar imagens ao longo de todo o período do dia. Mensalmente, as armadilhas foram revisadas, sendo as imagens armazenadas em computador portátil para posterior triagem do material. Para cada imagem que continha um registro de E. barbara, informações referentes à data e horário foram anotadas. O padrão de atividade horária foi determinado pelo somatório de registros em cada hora do dia. Para verificar se houve segregação temporal foi utilizado o teste de Rayleigh (Z) e para verificar se E. barbara altera seu padrão de atividade horária entre as estações do ano foi utilizado o teste de Watson-Williams (U). Todos os testes foram realizados no software Oriana, com nível de significância de 0,05. Foram obtidos 775 registros de E. barbara nos dois sítios. Houve registros da espécie em praticamente todos os períodos do dia, com exceção do intervalo entre as 21h até as 23 horas. As atividades se iniciaram às 06h, com crescente de registros até às 18h, quando se observou redução no número de registros. O pico de atividade ocorreu às 16h. Observou-se, também, segregação temporal de atividade (Z = 184,635; p < 0,001). O padrão de atividade horária de Eira barbara diferiu entre as estações, na primavera, o pico de atividade ocorreu às 14h; no verão, o pico de atividade foi às 10h; no outono, o pico de atividade foi às 08h e, no inverno, o pico de registro foi às 09h e 13h. Os registros do inverno foram o que distaram das demais estações. O padrão de atividade reportado é semelhante àquele observado em outros ambientes no Brasil. Isso sugere que, mesmo as populações estando em ambientes distintos, seu padrão de atividade horária se mantém. Na comparação entre estações, a diferença no inverno, provavelmente, é decorrente de diferença no foto-período do dia e temperatura. Analisar o padrão de atividades das espécies contribui para o entendimento comportamental e ecológico. Os dados obtidos são importantes para ações de preservação e conservação de espécies, sendo utilizados a favor das mesmas.Item type: Item , Composição da mastofauna de médio e grande porte em remanescentes da Floresta Atlântica em ambiente urbano no sul de Santa CatarinaBastos, Vitor Rosauro; Zocche, Jairo JoséO bioma da Mata Atlântica vem sofrendo intensamente com as atividades antrópicas e atualmente sobraram, principalmente, pequenos fragmentos florestais isolados ao longo de toda sua extensão histórica. Grandes metrópoles brasileiras estão completamente imersas neste bioma deixando animais silvestres a mercê de ambientes urbanos. A mastofauna de médio e grande porte é severamente afetada pela degradação e antropização de ambientes naturais. O sul de Santa Catarina carece de dados comprobatórios sobre a riqueza de mamíferos de médio e grande porte especialmente em remanescentes florestais em ambientes urbanos. Este estudo teve como objetivo analisar a composição de mamíferos de médio e grande porte em remanescentes de Floresta Atlântica em meio urbano no sul de Santa Catarina. A amostragem foi efetuada com armadilhas fotográficas instaladas em quatro ambientes florestais distintos, ao longo da mesma cordilheira de morros que une fragmentos de floresta nativa de Criciúma, Morro da Fumaça, Cocal do Sul e Siderópolis, no período de dezembro de 2020 a outubro de 2021. A primeira câmera, instalada na Vila São Simão, em Criciúma, permaneceu em campo 284 dias, totalizando um esforço amostral de 6816 h. A segunda câmera instalada, na região da Linha Vicentina, Cocal do Sul, proporcionou 60 dias de amostragens, totalizando 1440 h de esforço amostral. A terceira câmera foi instalada na região da Linha Tigre, Cocal do Sul, permanecendo em campo por 160 dias, totalizando 3840 h de esforço amostral. A quarta e última câmera foi instalada na região dos bairros Mina do Toco/Montenegro, na divisa dos municípios de Criciúma e Siderópolis, totalizando 109 dias de amostragem e 2616 h de esforço amostral. Os dados obtidos foram analisados em relação a riqueza, número total de registros, frequência e abundância de registros por espécie. Com um esforço amostral total de 18264 h foi obtido o total de 825 registros de dez espécies, enquadradas em quatro ordens. Carnívora foi a mais rica contribuindo com quatro famílias e seis espécies, seguida de Didelmorphia, com uma família e duas espécies, Rodentia e Cingulata contribuíram com uma família e uma espécie cada. Cerdocyon thous foi a espécie com maior abundância relativa de registros (25,21%), seguida de Dasyprocta azarae (21,09%), Nasua nasua (13,33%), Eira barbara (9,45%), Procyon cancrivorus (8,24%), Didelphis aurita (7,27%), Dasypus novemcinctus (7,03%), Didelphis albiventris (6,55%), Leopardus wiedii (0,97%) e por último, Galactis cuja (0,85%). Outras espécies que tem presença confirmada para as áreas amostradas, como Hydrochoerus hydrochaeris e Coendou prehensilis, não foram registradas, o que evidencia a seletividade de registro das armadilhas fotográficas. As espécies registradas são classificadas como generalistas em relação a qualidade do habitat, uma vez que conseguem sobreviver em locais com elevada pressão antrópica. No entanto, considerando um gradiente de tolerância à qualidade do hábitat, para espécies mais exigentes o número de registros foi baixo. Os resultados obtidos contribuem para maior conhecimento faunístico da região, algo necessário para conhecermos melhor a composição da mastofauna que sobrevive em fragmentos florestais localizados próximos a ambientes urbanos, a qual em sua maioria, é desconhecida pela população sul catarinense, mais jovem.Item type: Item , Ambientalização e sustentabilidade na Unesc: indícios de ambientalização e estratégias às políticas institucionais no campusFernandes, Valeska Paulo; Martins, Miriam da ConceiçãoEste trabalho tem como objetivo contribuir com as Políticas de ambientalização e sustentabilidade na Educação Superior na UNESC, identificando indícios de ambientalização e elaborando estratégias aplicáveis a instituição. Frente a esse desafio, o presente projeto investiga uma temática em evidência nos discursos e nas mídias: a sustentabilidade e suas dimensões, o que nos remete ao processo de ambientalização nas Instituições de Ensino Superior. A relevância da pesquisa também se justifica pelas contribuições ao desenvolvimento do campo ambiental e educacional nas Instituições de Ensino Superior; a produção e socialização de conhecimento sobre currículos e práticas inovadoras em sustentabilidade e responsabilidade socioambiental; a ampliação de parcerias entre as Instituições de Ensino Superior. Fora realizado análise documental nos seguintes documentos institucionais, PDI, PPI, Política de Meio Ambiente e Valores Humanos (PA) e PPCs de todos os cursos, organizados no programa MAXQDA, onde foram considerados os documentos que apresentavam mais de três das onze dimensões propostas pelo projeto (indícios de ambientalização). As análises mostraram alto índice de ambientalização presente nos documentos institucionais PDI, PPI, PA e PPCs, onde as unidades acadêmicas de exatas e humanas apresentaram alto índice para políticas de ambientalização e inserção desta temática nas disciplinas, já as unidades acadêmicas da saúde e ciências sociais aplicadas apresentaram menor índice de ambientalização e aplicando esta temática nas disciplinas, também se mostrou relevante o indício da existência de espaços de reflexão que trabalham este tema na instituição UNESC. Podemos concluir que a instituição de ensino superior UNESC possui alto índice de ambientalização com base nas análises documentais, apresentando todas as dimensões propostas pelo projeto, porém, mostrando-se de formas variadas conforme o documento analisado e a unidade acadêmica a qual o curso está inserido. O presente trabalho demonstra o empenho da UNESC, no âmbito documental, em fortalecer a ambientalização e sustentabilidade.Item type: Item , Composição da avifauna da área de proteção ambiental da Lagoa Itapeva, litoral norte do Rio Grande do Sul, BrasilColvero, Ricardo Dossa; Zocche, Jairo JoséA Mata Atlântica é um dos biomas mais biodiversos do mundo sendo de suma importância para a conservação das espécies. Os ambientes costeiros são os que mais sofrem impactos antrópicos. O Brasil possui 1901 espécies de aves identificadas, 849 ocorrem na Mata Atlântica e 661 são encontradas no Rio Grande do Sul. O sul do Brasil faz parte da rota migratória de diferentes famílias. O objetivo do estudo foi inventariar a avifauna da Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Itapeva, litoral norte do estado de Rio Grande do Sul, Brasil. A APA Lagoa de Itapeva localizada no município de Torres-RS, é uma Unidade de Conservação de uso sustentável, criada a partir de uma medida compensatória resultante da instalação do Aeroporto Regional do Litoral Norte, no ano de 1999. O levantamento da avifauna ocorreu durante o período de agosto de 2015 à março de 2016. A amostragem foi realizada pelo método de listas de Mackinnon. O registro das espécies deu-se por meio de contatos auditivos e visuais. Foram efetuadas análises referentes aos habitats preferenciais e aos recursos alimentares explorados pelas espécies registradas. Com um esforço amostral de seis campanhas, 197 listas e 1970 registros foram registradas 152 espécies, distribuídas em 45 famílias e 128 gêneros. As áreas de campo antrópico (n = 105, 69,07%), a restinga herbácea-arbustiva e a vegetação anfíbia da margem da lagoa Itapeva (n = 65, 42,76%), a restinga arbórea/mata paludosa (n = 59, 38,81%) foram em ordem de importância os ambientes mais explorados pela avifauna no período estudado. A guilda trófica mais representativa foi à insetívora (n = 73 e 48%), seguida de onívoroa (n = 46 e 30%). A Área de Proteção Ambiental da Lagoa de Itapeva é uma área importante para a preservação dos ambientes naturais, manutenção biológica, genética e para a conservação das espécies. Sugere-se que sejam realizados outros trabalhos que possam complementar com as informações do presente estudo.Item type: Item , Sucessão secundária em antigas áreas de pastagem no Parque Estadual da Serra Furada, sul de Santa CatarinaPereira, Renato Colares; Zanette, Vanilde CitadiniApós a degradação ambiental de uma floresta e quando esta é abandonada, dá-se início à sucessão ecológica secundária, que tende a alterar a composição das espécies da comunidade vegetal, dependendo das condições bióticas e abióticas em que a área se encontra. No presente estudo avaliou-se a vegetação da comunidade secundária de áreas de pastagem abandonadas, localizadas no Parque Estadual da Serra Furada (PAESF), sul de Santa Catarina, Brasil. Foi utilizado o método de parcelas fixas onde foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com altura ≥ 0,2 m em 40 parcelas de 100 m2, divididos em 4 classes de tamanho: C1, (≥ 0,2 e < 1,0 m), C2 (≥ 1,0 e < 3,0 m), C3 (altura ≥ 3,0 m e com DAP < 5 cm) e ( DAP ≥ 5 cm). Das espécies amostradas foram registrados as estratégias de polinização e de dispersão, além dos grupos ecológicos. As três primeiras classes (C1, C2 e C3) foram consideradas como pertencentes ao componente regenerante da comunidade e, a partir destas, foi calculada a regeneração natural total da comunidade. A classe C4 foi tratada como componente adulto, onde foram calculados os valores de densidade, frequência e dominância absolutas e relativas e, a partir destes, o valor de importância. Foi também analisada a distribuição dos indivíduos, segundo estratégias de polinização e dispersão e grupos ecológicos, ao longo das classes de tamanho. Foram amostradas 89 espécies, compreendidas em 39 famílias, sendo uma espécie de samambaia (Monilophyta), uma gimnosperma e as demais angiospermas. As famílias mais ricas foram Myrtaceae, Rubiaceae e Lauraceae com, respectivamente, 10, oito e seis espécies. No componente adulto foram amostradas 44 espécies, sendo Piptocarpha axillaris (Less.) Baker, Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult., Vernonanthura discolor (Spreng.) H. Rob. e Miconia cabucu Hoehne aquelas que apresentaram os maiores valores de importância, que juntas totalizam mais de 50% do total do valor estimado. O componente regenerante foi o mais rico, com 82 espécies, sendo P. axillaris, M. cabucu, M. coriacea e Myrsine umbellata Mart., as que obtiveram os maiores valores de regeneração natural total e que juntas somaram 38.46% do valor calculado. Para algumas espécies foi possível constatar diferentes padrões de abundância ao longo das classes de tamanho, apontando ao fato de que terão sua representatividade diminuida na futura composição da floresta (e.g. P. axillaris) ou aumentada (e.g. Euterpe edulis Mart.). As estratégias de polinização e de dispersão mais comuns, segundo riqueza e abundancia, foram a zoofilia e a zoocoria, confirmando importância da fauna nas comunidades secundárias da Floresta Ombrófila Densa. Quanto aos grupos ecológicos observou-se dois padrões de riqueza e abundância: um grupo com grande número de indivíduos e poucas espécies (pioneiras e secundárias iniciais) e outro com poucos indivíduos e muitas espécies (secundárias tardias e clímax), corroborando o padrão da dinâmica que ocorre em processos de sucessão ecológica secundária em ambientes florestais. O ambiente estudado se encontra em processo de substituição de espécies, com tendência ao aumento da riqueza e diversidade, aproximando-se de outros ambientes conservados do Parque.Item type: Item , Atividade antinociceptiva do óleo extraído de Copaifera officinalis (Jacq.) L em camundongosFerro, Paula Ronsani; Trevisan, Gabriela; Prá, Samira Dal-Toé deA dor é um sintoma comum para a procura de serviços de saúde e no caso de pacientes com dor crônica afeta as atividades do cotidiano, convívio social e até a saúde psicológica. Os tratamentos atuais para a dor não apresentam eficácia considerável, principalmente em relação a dor crônica. Então, a busca por novos analgésicos mais efetivos e menos prejudiciais à saúde é constante, principalmente por aqueles que são capazes de bloquear canais iônicos expressos em vias neurais de transdução da dor, como o receptor de potencial transitório vaniloide 1 (TRPV1). Esse receptor pode ser ativado por substâncias irritantes, como a capsaicina (composto presente na pimenta vermelha) e o calor nocivo, acima de 43ºC. A planta popularmente conhecida como Copaíba (Copaifera officinalis) apresenta descrição popular e científica como anti-inflamatória, cicatrizante, antitumoral e analgésica para dores inflamatórias e neuropáticas. Podendo este produto natural ser uma alternativa para a busca de novos tratamentos de patologias dolorosas. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo o efeito antinociceptivo e anti-inflamatório do óleo de Copaifera officinalis, em diferentes modelos de dor aguda e crônica em camundongos, investigando a participação do receptor TRPV1 nestes efeitos. Neste estudo utilizaram-se camundongos Swiss (25-30 g) machos e fêmeas. Inicialmente, para avaliar o efeito do óleo de Copaifera officinalis foi utilizado o modelo pré-clínico de dor aguda induzido por exposição ao calor nocivo (48ºC), e também o modelo de administração intraplantar de capsaicina (agonista TRPV1). Além disso, o óleo foi também testado no modelo de dor inflamatória causada por administração intraplantar do adjuvante completo de Freund (ACF). Também foram feitas medidas dos efeitos adversos relacionados a locomoção espontânea (teste de campo aberto) ou forçada (teste do cilindro giratório), avaliada a alteração da temperatura corporal dos animais, medida dos níveis séricos de creatinina e ureia, e avaliação do trânsito gastrointestinal e atividade ulcerogênica após a administração do óleo. Observou-se que o óleo de Copaifera officinalis causou efeito antinociceptivo no modelo de dor aguda por exposição ao calor e também reduziu o nocicepção e edema no modelo de dor induzida por administração intraplantar de capsaicina. Além disso, o óleo demonstrou efeito anti-alodinico no modelo de dor inflamatória induzida pela administração ACF. Porém não houveram alterações locomotoras ou de temperatura corporal; e também modificações em parâmetros de lesão renal, ou do trânsito gastrointestinal e indução de danos gástricos. Podemos observar que o óleo de Copaifera officinalis apresenta efeito antinociceptivo e não induz efeitos adverso quando administrado de forma aguda, e então poderia ser considerado como uma alternativa para tratamento da dor aguda ou crônica de origem inflamatória. Além disso, estes efeitos antinociceptivos poderiam ser causados por compostos presentes no óleo com ação de antagonistas do canal TRPV1.Item type: Item , Avaliação do manancial do Rio Tigre quanto à contaminação microbiológica, município de Cocal do Sul (SC)Souza, Paola Guollo de; Alexandre, Nadja ZimA poluição e o uso desordenado dos recursos hídricos, aos poucos, estão tornando a água imprópria para o consumo humano. Para tanto, há que se adotar formas de gestão que possibilitem zelar pela conservação quantitativa e qualitativa das águas e pela racionalidade dos usos e seu justo compartilhamento. Este trabalho consiste em avaliar os resultados de qualidade da água do rio Tigre e associar os problemas identificados com as fontes de poluição presentes na sua microbacia de drenagem. As fontes de contaminação microbiológica estão associadas principalmente à contribuição de esgoto doméstico na microbacia e a criação de animais destinados à alimentação humana. O aumento da poluição microbiológica em períodos de maior precipitação pluviométrica relaciona-se às atividades agrícolas de subsistência, incluindo o uso de dejetos dos animais para incorporação de matéria orgânica no solo. O estudo aponta ainda como fonte de poluição a presença de antigas áreas de mineração de carvão que contribuem com o incremento de ferro e manganês no manancial de abastecimento da cidade de Cocal do Sul.Item type: Item , A ambientalização na educação superior: uma abordagem no Curso de Ciências Biológicas Bacharelado da Universidade do Extremo Sul CatarinenseNaspolini, Nicolli Domingues; Martins, Miriam da ConceiçãoEsta pesquisa avaliou o processo de ambientalização no Curso de Ciências Biológicas Bacharelado da Universidade do Extremo Sul Catarinense, sendo que a ambientalização curricular trata-se de integrar atitudes, valores, procedimentos, temas relacionados ao meio ambiente dentro da matriz curricular e em planos de estudos de cursos de graduação e pós-graduação, nas disciplinas que são consideradas na formação de um futuro profissional. O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de ambientalização no Curso de Ciências Biológicas Bacharelado da Universidade do Extremo Sul Catarinense, de modo que salientasse quais as dimensões apresentaram maior ocorrência nos planos de ensino, e em quais níveis (Ensino, Pesquisa e Extensão) e de que forma a ambientalização estava sendo trabalhada com maior frequência no âmbito da sala de aula. Para isso foram analisados os planos de ensino das disciplinas que foram ofertadas no ano de 2015/01 e 02 através do software MAXQDA, onde foram realizadas buscas por dimensões que tratam de indícios de ambientalização, sendo que esta pesquisa leva em conta onze dimensões. Os planos de ensino que apresentaram no mínimo três dimensões, tiveram os professores responsáveis por sua elaboração, questionados, a fim de esclarecer algumas coisas que não estavam claras na parte documental. Através das análises permitiu-se identificar que o processo de ambientalização está presente no âmbito do curso de Ciências Biológicas Bacharelado da UNESC, sendo que dos quarenta planos de ensino analisados, quinze deles apresentaram no mínimo três dimensões e foram considerados como praticando a ambientalização. Percebeu-se que a dimensão que mais se destacou durante as análises foi a dimensão I, que trata da coerência e reconstrução entre teoria e prática, evidenciando que é através desta dimensão que a ambientalização é mais facilmente implementada no curso. Por meio das respostas obtidas durante a aplicação dos questionários, verificou-se que a ambientalização é trabalhada no âmbito das disciplinas, porém sua aplicação é realizada com maior facilidade nos níveis de pesquisa e ensino, onde estas práticas por apresentarem conceitos mais abrangentes, são realizadas de maneira mais simples do que a extensão. Concluiu-se então, que a ambientalização não é trabalhada da mesma forma em ensino, pesquisa e extensão, percebendo que a ambientalização nas práticas de extensão não ocorriam no âmbito das disciplinas. Poucos estudos têm sido realizados na área da ambientalização curricular que abranjam os planos de ensino, por isso torna-se essencial que mais estudos nesta área sejam elaborados, a fim de esclarecer como este processo está sendo realizado dentro das IES.