Prevalência e fatores associados à utilização de psicofármacos entre acadêmicos da área da saúde
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Este estudo busca identificar a prevalência e fatores associados à utilização de psicofármacos entre acadêmicos da área da saúde, atentando-se para exposição constante a agentes estressores no decorrer da graduação. Utilizou-se a abordagem quantitativa, descritiva e transversal, por meio de um questionário sociodemográfico, delimitando as abordagens primordiais para sustentar o estudo e instrumento validado para Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde – versão abreviada (WHOQOL-BREF) entre os acadêmicos regularmente matriculados na área da saúde. Pode-se constatar que 22,3% dos participantes utilizam psicofármacos, destes, destacou-se o gênero feminino e a faixa etária média de 22 anos de idade. O curso de graduação com a maior prevalência de uso de psicofármacos foi o curso de enfermagem com 30,5%, precedido por medicina com 27,7% e fisioterapia com 20,3%. Observou-se que a ansiedade e a depressão são os principais diagnósticos relatados pelos acadêmicos da área da saúde, substanciando as classes medicamentosas de maior uso entre estes acadêmicos que são os antidepressivos e os ansiolíticos. Ao empregar o instrumento WHOQOL-Bref pode-se perceber que aqueles que utilizam psicofármacos retratam um declínio sobre os domínios psicológico, social, ambiental e de auto avaliação, apontando assim, uma qualidade de vida inferior quando comparado aqueles que não utilizam psicofármacos. Contudo, se faz necessário que novas pesquisas sejam empregadas a fim de investigar as evoluções clínicas e patológicas entre acadêmicos da área da saúde para subsidiar ações voltadas a processos interventivos efetivos, propagando assim, a essência do cuidado nas mais diversas fases da vida.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.