Atuação dos acadêmicos dos cursos da saúde frente ao processo de morte e morrer nos cenários de prática assistencial

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Introdução: A morte, apesar de ser um processo inerente a vida humana, ainda causa muitos sentimentos controversos para todos os que a vivenciam, inclusive para os indivíduos que prestam cuidados em saúde. Este estudo teve como objetivo compreender como atuam os acadêmicos no processo de morte e morrer, observando o seu preparo para vivenciar esse transcurso. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva, exploratória. O estudo foi desenvolvido com 74 acadêmicos dos cursos de saúde, com idade de 19 a 51 anos de uma universidade no sul do Estado de Santa Catarina. Para a coleta de dados foi utilizado questionário através de um formulário eletrônico composto por perguntas fechadas e abertas com técnica de associação livre de palavras. A análise dos dados foi realizada a partir dos preceitos da análise de conteúdo e com auxílio do software atlas.ti. Nos dados de possível quantificação foram utilizadas estatísticas descritivas por meio da frequência absoluta e percentual de frequência relativa. Resultados: A técnica de associação livre de palavras oportunizou compreender como os acadêmicos associam o processo de morte e morrer. Os resultados indicaram a existência de 223 trechos de respostas, vinculados a 28 códigos agrupados em seis subcategorias, resultando em três categorias. A categoria Atitude frente à morte [49,33%] teve as seguintes subcategorias: Atuação com responsabilidade e ética profissional [35,87%], Manifestações de tristeza diante da perda [13,46%]. Os códigos de maior magnitude de respostas nesta categoria foram: Tristeza [20,91%], Ética e profissionalismo [19,09%]. Por sua vez, na categoria Dificuldades ao lidar com a morte [38,12%], contemplando as subcategorias: Abalo emocional e o despreparo para notícia [29,60%], Não aceitação e o sentimento de impotência profissional [8,52%]. Os códigos de maior magnitude de respostas nesta categoria foram: Abordagem familiar [25,88%], Abalo emocional [20%]. A categoria Habilidades ao lidar com a morte [12,55%] englobou as subcategorias: Habilidades teórico-práticas desenvolvidas [6,73%], Não encontram-se facilidades [4,03%], Falta de vínculo entre os envolvidos [1,79%]. Os códigos de maior magnitude para essa subcategoria foram: Não encontraram facilidade para lidar com a morte [32, 14%], Compreendem a gravidade da patologia [25%]. No tocante às perguntas fechadas, a resposta de maior magnitude referente ao Preparo para lidar com a morte dos pacientes foi: preparado parcialmente [32,43%]. Em relação a pergunta Preparo para interagir com a família do paciente, a resposta de maior ocorrência foi: preparado parcialmente [36,49%]. Referente à pergunta Aptidão para atuar na morte dos pacientes, a resposta de maior magnitude foi: concordo parcialmente [31,08%]. Relacionado à pergunta Aulas teóricas são suficientes para lidar com a morte dos pacientes, a resposta de maior representatividade foi: discordo totalmente [32,43%]. Referente às fases da morte de Kübler-Ross, a resposta de maior magnitude foi: Não conheço [48,65%]. No tocante à pergunta Presenciaram mortes durante os estágios, a resposta de maior magnitude foi: Sim [54,05%]. Considerações: Necessita-se de maior abordagem sobre o tema “morte” durante a graduação, afim de minimizar os sentimentos desgastantes impostos pela vivência do fenômeno, além de melhorar a assistência ao paciente em processo de morte.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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