Padrão de oferecimento da fórmula láctea (complemento) ao recém-nascido em alojamento conjunto de um hospital privado no sul de Santa Catarina
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O aleitamento materno exclusivo (AME) é amplamente reconhecido por seus benefícios, conforme documentado na literatura, enquanto a ausência dele pode acarretar uma série de problemas. A introdução precoce de suplementação láctea aos recém-nascidos nos primeiros dias de vida tem sido associada à interrupção prematura do AME, evidenciando uma conexão significativa entre essa prática e o desmame precoce. Portanto, é fundamental investigar os aspectos relacionados ao oferecimento de fórmula láctea logo após o nascimento. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi analisar o padrão de oferecimento de fórmula láctea para recém-nascidos em alojamento conjunto de um hospital privado no sul de Santa Catarina, dado o impacto desta prática no aleitamento materno exclusivo (AME). Para isso, realizou-se um estudo qualiquantitativo envolvendo 209 puérperas e seus recém-nascidos, com coleta de dados a partir de prontuários eletrônicos. As variáveis testadas incluíram motivos clínicos e não clínicos para a introdução da fórmula, como hipoglicemia, lesões mamárias e solicitação materna. Os resultados apontaram uma alta prevalência de suplementação sem justificativas clínicas documentadas, aumentando uma possível prática excessiva de fórmula láctea, o que pode prejudicar o AME e incentivar o desmame precoce. A pesquisa destaca a importância de políticas de incentivo à amamentação e de registros rigorosos para promover a saúde neonatal e materna.
Descrição
Trabalho de Conclusão do Curso apresentado ao Curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, para a obtenção do título de bacharel em Enfermagem.
