Articulação da promoção da saúde com as políticas de saúde na atenção primária para enfrentamento das desigualdades sociais
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Introdução: A Política Nacional de Promoção da Saúde tem por objetivo promover equidade e melhoria da qualidade de vida, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva, reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais. A promoção da saúde é transversal às políticas de saúde, compreender como a promoção da saúde se articula com as demais políticas é importante para identificar avanços e desafios no enfrentamento das desigualdades sociais. A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada Sistema Único de Saúde (SUS) e proporciona assistência contínua e integral, é nesse espaço que se estabelece o vínculo com a comunidade e é possível identificar os principais determinantes sociais do território e promover saúde de forma efetiva. Objetivo: Analisar a articulação da promoção da saúde com outras políticas de saúde no contexto da APS para o enfrentamento das desigualdades. Método: Estudo qualitativo realizado com 14 profissionais que atuam em Unidades de Saúde de um município de pequeno porte, coleta de dados por entrevistas gravadas, semiestruturadas, individuais e presenciais conduzidas pela pesquisadora principal com apoio da orientadora. A análise de dados utilizou a técnica de análise de conteúdo temático. Resultados: Participaram do estudo 7 enfermeiros, 5 médicos e 2 cirurgiões-dentistas, desses, a maioria são mulheres, com tempo de atuação na saúde entre 9 meses e 34 anos. Da análise emergiram oito categorias que perpassam o perfil dos profissionais; compreensões sobre a promoção da saúde; articulação entre promoção da saúde e políticas públicas; desigualdades sociais em saúde; práticas e estratégias na APS; desafios e barreiras na promoção da saúde; avaliação e indicadores de saúde e expectativas para futuro da promoção da saúde. Considerações finais: A pesquisa mostra que a integração da promoção da saúde com as políticas públicas na APS é complexa, destaca-se a importância do fortalecimento da visão crítica dos profissionais, do planejamento coletivo e intersetorial, do investimento em educação permanente e em ferramentas para monitoramento e avaliação das ações, como capacitações, matriciamento, protocolos operacionais padrão e indicadores qualitativos. A consolidação dessas práticas requer investimentos políticos, técnicos e humanos.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de bacharel no curso de enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
