Avaliação da qualidade de vida dos pacientes estomizados no Sul Catarinense

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NTRODUÇÃO: A qualidade de vida vem sendo amplamente discutida desde a década de 90, assim acredita-se que fatores sociais, psicológicos, amorosos e até a autoestima estejam relacionados com a qualidade de vida que cada indivíduo possui. A estomia por sua vez constitui-se por uma exteriorização de origem cirúrgica assim que há a necessidade de desviar temporária ou permanentemente o trânsito normal da alimentação e/ou eliminações. Desse modo, a partir das alterações observadas nesses pacientes subentendesse que a qualidade de vida dos mesmos altere em relação a um grupo controle. OBJETIVO: avaliar a qualidade de vida das pessoas com estomia quando comparado com um grupo controle. METODOLOGIA: Estudo quantitativo do tipo caso-controle, analítico, de campo, observacional e prospectivo, realizado com 60 controles moradores do extremo sul catarinense e 30 pacientes estomizados cadastrados em um Programa de atenção a pessoa estomizada do sul catarinense. Os dados foram colhidos de março a dezembro de 2014 a partir de um questionário sociodemográfico/clínico e um instrumento de avaliação da qualidade de vida (WHOQOL-bref), obedecendo os critérios de inclusão e exclusão. Posteriormente os dados foram analisados pelo softawe IBM SPSS Statistics 20.0, respeitando os princípios éticos da resolução 466/2-12 CNS. RESULTADOS: Obtidos a partir da análise e construção de tabelas e gráfico, evidenciou-se um predomínio de mulheres casadas, católicas e com faixa etária girando entre os 51 e 80 anos em ambos os grupos. Na análise sociodemográfica os valores de p mostraram diferença estatisticamente significativa nas variáveis correspondentes a etnia e ocupação (p= 0,027 e 0,000 respectivamente). As variáveis clínicas indicaram a neoplasia, colostomia e o período de 1 a 3 anos (76,7% - 23; 80%- 24; 46,7%- 14 de modo respectivo) como as respostas mais relevantes e assinaladas pelos estomizados desta pesquisa. Dentre as complicações destacam-se as hérnias 24,1% (7) e as dermatites 10,3% (3). Observou-se também mudança ascendente nos hábitos de vida 76,7% (23), vestimenta 56,7% (17) e alimentação 60% (18). Quando questionado sobre as condições e satisfação com a capacidade para o trabalho, prevaleceu entre os estomizados as respostas “nem satisfeito, nem insatisfeito” 23,7% (7) e “satisfeito” 45% (27). Para os controles as respostas em suma maioria apontaram para “satisfeito” 45% (27) e “muito satisfeito” 31,7% (19). CONCLUSÃO: Dentro das hipóteses previamente elencadas verifica-se: Menor grau de satisfação com as condições e capacidade para o trabalho entre os estomizados; Não há valores estatisticamente significativos que possam atestar uma menor QV aos pacientes com maior tempo de estomia ou que tenham o câncer como causa base para a confecção do estoma. Salienta-se uma breve diferença estatisticamente significativa na correlação do domínio ambiente com a tentativa de reversão, cabendo nesse sentido a importância de outros estudos; Os escores com diferença mais expressiva situa-se entre o físico e psicológico; Não houve diferença entre os grupos no escore relacionado ao ambiente. A última hipótese a se confirmar diz respeito a QV de ambos os grupos, onde diante a análise fica evidente que os estomizados quando comparados com um grupo controle possuem menor QV em todos os domínios.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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