Avaliação toxicológica do efluente do cultivo de arroz irrigado no Extremo Sul de Santa Catarina, utilizando como bioindicador Allium cepa L
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O avanço da agricultura e o aumento de áreas cultivadas proporcionaram a proliferação de espécies que danificam as plantações, conhecidas como pragas, fazendo-se necessário o uso de agrotóxicos para o controle. Porém, o uso excessivo dos agrotóxicos e a sua persistência no ambiente evidenciaram efeitos nocivos ao meio ambiente. A cidade de Jacinto Machado tem como base a rizicultura, um cultivo que está entre os que mais utilizam recursos hídricos, por isso faz-se necessário estudos avaliando a toxicidade das águas e efluentes provenientes do plantio, uma vez que podem carrear agrotóxicos que são comumente aplicados na cultura. O estudo teve como objetivo a avaliação da toxicidade efluente mediante exposição da água retirada da cancha do arroz irrigado e do efluente, onde foi avaliado o crescimento e a germinação das raízes do vegetal Allium cepa L. A coleta das amostras foi realizada nos meses de novembro; dezembro e janeiro (2017 – 2018), meses referentes ao ciclo de plantio do arroz. Nos ensaios toxicológicos foram utilizados bulbos de A. cepa, que ficaram expostos a concentrações de 25%, 50% e 100% das águas das canchas e dos efluentes, e um grupo controle negativo (água mineral), no período de sete dias, onde foram mensurados o tamanho das raízes e contabilizado sua germinação. O estudo não apresentou valores significativos em relação à redução da germinação das raízes após exposição das águas de cancha e efluentes. Porém o organismo sofreu uma redução em relação ao crescimento das raízes na concentração de 100% na água da cancha. Este resultado sugere que neste ponto as concentrações dos agrotóxicos utilizadas no cultivo do arroz foram possivelmente tóxicas e influenciaram no desenvolvimento das raízes do vegetal.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Biológicas, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
