A relação entre o uso de álcool e drogas para os afastamentos do trabalho

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Os prejuízos causados nas empresas relacionados a acidentes de trabalho e queda da produtividade estão, na maioria das vezes, vinculados a problemas com a dependência química. O Brasil já é o segundo maior consumidor de drogas do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Estudos epidemiológicos indicam que o alcoolismo afetará 10% da população em algum momento das suas vidas. Só nos EUA os prejuízos diretos e indiretos relacionados ao uso de drogas em 1992, foram estimados em U$ 246 bilhões de dólares. Este custo está relacionado à perda de produtividade por doenças relacionadas ao consumo de drogas ou mortes prematuras, além de custos de tratamento da própria dependência e comorbidades, perda de bens (imóveis), custos administrativos por acidentes automobilísticos e a crimes relacionados ao consumo de drogas. No Brasil, os custos econômicos identificáveis do abuso de drogas chegam a 4,2% do PIB, fora o imensurável, porém evidente ônus pessoal, familiar e social relacionado ao uso/abuso de drogas. Segundo o GREA, da USP, a intoxicação pela ingestão de álcool provoca 25% dos acidentes de trabalho e responde por 45% das faltas e licenças dos trabalhadores. Outros dados afirmam que os funcionários com problemas de alcoolismo e outras dependências químicas apresentam um índice 8 vezes maior em atrasos que os demais trabalhadores; produtividade em torno de 30% abaixo da média e, ainda diminuem a qualidade do trabalho e criam problemas de relacionamento com os colegas.

Descrição

Monografia apresentada ao Setor de Pós-graduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, para obtenção do título de especialista em Saúde Mental.

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