A Copa do Mundo FIFA 2014 e o emprego formal nas microrregiões sedes e não sedes

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Com os impactos negativos da crise de 2008, a realização da Copa do Mundo FIFA 2014 trouxe expectativas para crescimento do nível do emprego para o País, em especial nas capitais sedes do evento. Esse presente estudo tem por finalidade coletar dados do emprego formal dos setores econômicos divididos pelos CNAE 2.0 e verificar se houve crescimento considerável em seu nível de emprego formal nas microrregiões que sediaram a Copa do Mundo FIFA 2014 e compará-las com as que não sediaram o evento, assim como em âmbito nacional. A Copa do Mundo poderia promover um impulso aos setores econômicos, trazendo possíveis benefícios e gerar empregos. Mas no caso brasileiro em que os custos dos investimentos são mais elevados por motivo de uma infraestrutura deficiente; os projetos mal elaborados sendo alguns cancelados pelo órgão regulador; os faturamentos das obras muito acima dos projetos iniciais; e os protestos e paralisações que ocorreram de forma intensa, todos esses fatores prejudicaram, de alguma forma ainda não mensurada, o nível de emprego formal. No geral, as microrregiões que não sediaram o evento tiveram um crescimento do emprego superior às “contempladas”, com respectivos valores de 60,2% e 50,8%. Além disso, o teste de hipótese comprovaram esse não crescimento das “sedes”. Em suma, toda a expectativa e investimento em torno do evento não se concretizou e se mostrou nulo para o emprego formal.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Econômicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.

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