Estudo do desempenho de vigas de concreto armado reforçadas com fibras de carbono quando expostas a altas temperaturas
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Quando exposto ao fogo numa ação continua por tempo determinado, o concreto está passível a manifestações patológicas. Uma das técnicas que pode ser utilizada para reforçar uma estrutura sujeita a estas altas temperaturas em um incêndio é a fibra de carbono, método empregado com frequência atualmente. Porém, é necessário considerar que uma estrutura reforçada pode sofrer um novo incêndio. Diante o exposto, este trabalho tem por intuito analisar vigas reforçadas com fibra de carbono e aquecidas, simulando um novo sinistro. Para tanto, foram confeccionadas doze vigas com mesmas dimensões e armaduras. Destas seis foram reforçadas com fibra de carbono e seis não reforçadas, como comparação. Estas doze vigas foram levadas às temperaturas de 400 °C e 800 °C, simulando incêndios de grau médio. Para a temperatura ambiente fez-se uso dos resultados obtidos por Kny, em seu trabalho, visto que as vigas possuíam mesmo traço, dimensões e armadura. Após o aquecimento as vigas foram submetidas à ruptura pelo ensaio de flexão à 3 pontos na região de maior tração. Como resultado, pode-se avaliar que de acordo com o deslocamento máximo (L/250) de 3,4 mm e a carga máxima de ruptura, as amostras em temperatura ambiente (23 °C), tiveram um acréscimo significativo em suas resistências, já as vigas aquecidas a 400 °C e 800 °C reforçadas não obtiveram resultados significativos devido em grande parte a volatização da resina epóxi, responsável pela fixação concreto/fibra.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Engenharia Civil da UNESC - como requisito parcial para obtenção do Título de Engenheiro Civil.
