Estado, nação e língua: disputas identitárias em torno da língua portuguesa no processo de nacionalização do ensino em Santa Catarina (1930-1938)

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O presente trabalho investiga a disputa de identidade entre os imigrantes e descendentes e o Estado brasileiro. Discute-se a língua como elemento central das escolas coloniais e como principal foco da nacionalização do ensino no período de 1930 a 1938 em Santa Catarina. Buscou-se perceber como a língua aparece nos relatórios de inspetores das escolas subvencionadas do Estado, neste período. O trabalho se dá por meio de estudos teóricos, bibliografia complementar e um conjunto conceitual, dando base para as discussões ao longo do texto. O fluxo imigratório recente no Brasil iniciou-se no século XIX com a vinda de europeus. Esses imigrantes constituíram núcleos coloniais e as escolas formadas por eles, mantidas pelos seus descendentes, tornaram-se um espaço amplo para análise de relações de identidade produzidas por essas escolas. A língua foi um fator importante na formação das colônias de imigração e também na formação dessas escolas, assim como para o Estado brasileiro, que tinha na língua o principal fator de identificação e unidade nacional. Nesse sentido, as reflexões acerca da identidade e da escola como meio de (re)produção de identidade(s) em períodos históricos como a década de 1930 no Brasil se torna fundamental para a compreensão da história e do nosso próprio tempo.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel e Licenciatura no curso de História da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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