Estudo da disposição final do lodo gerado nos decantadores da estação de tratamento de água. Estudo de caso: SAMAE, Urussanga, SC
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Uma das preocupações encontradas nas Estações de Tratamento de Água (ETA) é à disposição dos seus resíduos. Entre os resíduos gerados, encontra-se o denominado lodo de ETA e o descarte de forma adequada é um dos desafios por elas enfrentados. Tem se observado que esse lodo é disposto continuamente nos
cursos de água próximos as ETA’s, o que vem desagradando aos órgãos ambientais além dos impactos ambientais que possa provocar, fazendo com que procedimentos sejam definidos com o objetivo de impedir a continuidade desta prática. Este trabalho teve como principal objetivo caracterizar o lodo proveniente da estação de tratamento de água do Serviço Autônomo Município de Água e Esgoto (SAMAE) de Urussanga, SC, avaliando os seus impactos no meio ambiente, bem como propor o destino final adequado. O trabalho foi realizado através de pesquisas bibliográficas sobre o tema em estudo, bem como o acompanhamento de cada etapa do processo de funcionamento da estação de tratamento de água. A caracterização lodo foi efetuada através de análises em laboratório externo, no IPAT (Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas). Fez também parte da pesquisa a realização de procedimento experimental através de simulação em laboratório com o objetivo de definir a vazão de descarte do lodo na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Nos
resultados da caracterização do lodo verificou-se a presença de ferro e alumínio acima do padrão determinado pela Norma NBR 10004. O mesmo é muito pobre em nutrientes, logo, não recomendado a ser utilizado como fertilizante. Durante a simulação constatou-se que o melhor percentual de descarte de lodo no efluente bruto da ETE foi de 10%, para que não haja interferência no processo de tratamento. A preocupação estava em relação aos resultados da turbidez e da quantidade de sólidos sedimentáveis que deram valores significativos, podendo vir a alterar o processo. Para que isso não ocorresse definiu-se a adição do lodo na ETE em
vazões menores de acordo com a sua capacidade para que não interferisse no processo. Para isso,
dimensionou-se um reservatório para o depósito dos 338 m3 de lodo gerados a cada três meses, período de limpeza dos decantadores, que será direcionado a lagoa de estabilização como destino final.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
