Perfil epidemiológico de pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico no ano de 2014 em uma clínica de nefrologia da região da AMESC
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A insuficiência renal crônica (IRC) é uma patologia que afeta a função renal. Na IRC ocorre uma perda lenta, progressiva e irreversível da função renal, sendo considerado um problema de saúde publica mundial. Esse estudo tem o objetivo de identificar o perfil epidemiológico de pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico no ano de 2014 em uma clínica de nefrologia da região da AMESC. A pesquisa é de abordagem quantitativa, documental, descritiva e retrospectiva, onde foram avaliados 48 prontuários conforme roteiro pré estabelecido. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da instituição sob o parecer 1.188.614/2015, iniciando-se a pesquisa somente após esse procedimento, bem como após consentimento do responsável pelo serviço. A amostra do estudo foi constituída de 48 prontuários de pacientes do serviço do ano de 2014.. Os dados foram coletados a partir de um questionário com perguntas fechadas, e, foram armazenados em um banco de dados do programa SPSS® 23.0 para efetuar os testes de comparação, qui quadrado de Pearson, frequências, médias, percentagens para as variáveis qualitativas e quantitativas e o teste de média ANOVA unidirecional nas variáveis quantitativas idades e exames laboratoriais. A média de idade encontrada foi de 60,58 ±15,93gênero masculino foi predominante com 52,1% (n=25) e dentre todos os participantes 72,3% (n=35) eram casados. O ensino fundamental incompleto chama atenção com 73% (n=35) e a ocupação aposentado se sobressai com 43,8% (n=21). Quando comparada a variável ocupação com a escolaridade identifica-se p= 0,005. Nos dados clínicos a comorbidade identificada foi hipertensão arterial em 79,2% (n-38), associada ou não a outras doenças. Na comparação entre escolaridade e comorbidade obteve-se p=0,002. Quanto ao tempo de tratamento teve-se 68,7% (n=33) entre 1 mês a 5 anos. Os exames laboratoriais como hematócrito(Ht), hemoglobina (Hb), urina Pré (U/Pré), urina pós (U/Pro), medida de qualidade da diálise (KTV), Cálcio (Ca), Fósforo (P), Potássio (K) e triglicerídeos apresentaram-se alterados. Ao realizar a média via Anova bivariada entre idade, e, os exames observa-se valor de p=0,000 e 0,0018 para hemoglobina e fósforo respectivamente. Conclui-se que maioria eram casados, com ensino fundamental, e, em tratamento. A comorbidade associada e que poderia ser evitável e/ou tratada para evitar complicações foi a HAS e as complicações durante as seções foram câimbra, náusea, vômito, cefaléia e dispnéia, mas, todas as pessoas já tiveram episódios das mesmas. Além disso, a escolaridade comparada as variáveis ocupação e comorbidade demonstraram ser um fator relacionado no grupo e que pode requere mais pesquisas no quesito talvez da educação em saúde e compreensão com consequente prevenção. A pessoa com Doença Renal Crônica (DRC) apresenta-se com os parâmetros dos exames em sua maioria alterados em decorrência de ser uma doença com comorbidades associadas e que debilitam quem acomete. Acredita-se que mais pesquisas devam ser realizadas e o enfermeiro tem papel importante para a efetivação do processo de cuidar dessas pessoas, uma vez que, sofrem devido a doença, condições físicas debilitadas e alterações sistêmicas em consequência da DRC.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
