Inserção do retrotransposon roo{}793 em Drosophila melanogaster (Meigen, 1830): efeitos adaptativos sobre a viabilidade de larvas e tempo de desenvolvimento em função da temperatura

dc.contributor.advisorMoreti, Tiago
dc.contributor.authorRibeiro, Karine Aparecida Felix
dc.contributor.otherGonzález, Josefa Perez
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2013-10-23T16:05:18Z
dc.date.available2013-10-23T16:05:18Z
dc.date.created2013-07
dc.date.issued2013-10-23
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.pt_BR
dc.description.abstractOs elementos de transposição (TEs) são sequências de DNA capazes de se mover diretamente de um lócus para outro do genoma hospedeiro. Apesar de serem vistos inicialmente como “genes egoístas”, ou seja, que utilizam o genoma hospedeiro apenas como seu veículo de propagação, um acúmulo de evidências moleculares tem demonstrado que as mutações que os TEs geram no genoma podem afetar a adaptação e evolução dos organismos nos quais eles residem. O TE roo{}793 é um retrotransposon presente em Drosophila melanogaster com uma frequência de 2,78% na África, local de origem da espécie e com um clima tropical, e uma frequência de 20,67% nos EUA, para onde a espécie migrou a milhares de anos atrás, cujo clima é temperado. Portanto, o foco deste estudo foi analisar o possível papel adaptativo desta inserção sobre a resistência ao frio, uma adaptação que possivelmente aumentou sua frequência com a imigração das populações de D. melanogaster para ambientes fora da África. Para isto, embriões de D. melanogaster de duas linhagens distintas, uma com o TE presente (RAL-810) e outra sem a inserção (RAL-783), foram expostos a 1°C durante um período de 14 horas (com grupos controles não expostos), e então as taxas de viabilidade e desenvolvimento foram medidas. Nos grupos controles, a viabilidade das larvas foi a mesma em ambas as linhagens, ou seja, em condições normais tanto a linhagem com o TE presente como a linhagem sem a inserção apresentam a mesma taxa de sobrevivência. Porém, em condições normais, a linhagem com o TE presente apresentou uma taxa de desenvolvimento maior em relação à linhagem sem a inserção. Já nos grupos tratados, ou seja, que foram expostos ao experimento de resistência ao frio, a linhagem com o TE presente em seu genótipo apresentou uma taxa de desenvolvimento mais elevada, além de uma maior resistência ao frio, tendo um número significativamente maior de indivíduos nascidos ao final do experimento. Estes resultados demonstram que o TE roo{}793 pode estar contribuindo para a adaptação ao frio em populações de D. melanogaster em ambientes fora da África.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/1934
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectResistência ao friopt_BR
dc.subjectLarvaspt_BR
dc.subjectDrosophila melanogasterpt_BR
dc.titleInserção do retrotransposon roo{}793 em Drosophila melanogaster (Meigen, 1830): efeitos adaptativos sobre a viabilidade de larvas e tempo de desenvolvimento em função da temperaturapt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - TCCpt_BR

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