Fraudes contábeis: uma análise comparativa entre os casos Americanas S.A. e Banco Panamericano S.A.

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O presente estudo aborda o tema das fraudes contábeis, as quais comprometem a credibilidade das demonstrações financeiras, prejudicando a clareza das informações e enfraquecendo a confiança no ambiente corporativo. Diante da relevância desse assunto, o objetivo geral dessa pesquisa é descrever e analisar as fraudes contábeis identificadas nos casos da Americanas S.A. e do Banco Panamericano S.A., observando suas causas, consequências e desfechos. A pesquisa adota uma abordagem de natureza qualitativa, com objetivo descritivo e abordagem bibliográfica e documental. O objeto de estudo contempla as irregularidades contábeis presentes em ambas empresas e os impactos gerados após a descoberta das fraudes. Os resultados demonstram que, embora atuem em setores distintos, ambas apresentaram falhas estruturais nos controles internos, na governança corporativa e na atuação das auditorias, fatores que permitiram a continuidade das manipulações por longos períodos. Na Americanas S.A., foram apuradas inconsistências nas demonstrações financeiras e omissão de passivos bilionários, totalizando uma irregularidade contábil de cerca de R$ 25,3 bilhões, resultando na perda de credibilidade e na entrada em processo de recuperação judicial. No Banco Panamericano S.A., a fraude consistiu na duplicidade de registros de carteiras de crédito já vendidas, correspondendo a cerca de R$ 4,3 bilhões em manipulação contábil, fato que levou à atuação do Banco Central e na posterior venda da instituição. Conclui-se que ambos os casos evidenciam a necessidade de maior rigor ético, transparência e fortalecimento dos mecanismos de governança e auditoria no ambiente contábil.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Contábeis da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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