Animais silvestres apreendidos pela 3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental na região da AMUREL, no período de 1999 – 2012

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A conservação da fauna silvestre é de extrema importância para a estabilidade biológica e o equilíbrio ambiental em todos os sentidos. O tráfico de animais silvestres constitui uma das três maiores causas da ameaça à biodiversidade. Este estudo teve por objetivo elaborar um diagnóstico das apreensões de animais silvestres (répteis, aves e mamíferos) efetuados pela 3ª CIA de Polícia Militar Ambiental da região da AMUREL, no período de 1999 - 2012. Os dados obtidos nos boletins de ocorrência, arquivados na sede administrativa da 3a CIA foram tabulados e analisados quantitativa e qualitativamente. Foram apreendidos 1197 animais de 62 espécies nativas, dentre os, quatro indivíduos de quatro espécies pertencem aos répteis, 1162 indivíduos de 53 espécies pertencem às aves e 31 indivíduos de cinco espécies pertencem aos mamíferos. Rhynchotus rufescens (Tinnamidae, Aves, com n = 521), Sporophlia Caerulescens, Saltator similis e Sicalis flaveola (Thraupidae, Aves, com n = 150, n = 136 e n = 85, respectivamente), Myocastur coypus (Echimyidae, Mammalia, com n = 22) e Dasypus novencinctus (Dasypodidae Mammalia, com n = 22) foram às espécies mais apreendidas. De acordo com os registros foi possível perceber que a caça para o consumo alimentar e para xerimbabo foram os principais motivadores da posse dos animais silvestres apreendidos. Problemas ligados à fiscalização, à falta de recursos humanos e a ineficácia da legislação tornam o sentimento de impunidade um dos maiores inimigos da conservação. Ações planejadas de fiscalização e com maior assiduidade, somadas a uma legislação com maior poder punitivo, podem no mínimo amenizar a atual situação dos animais silvestres que são retirados de seus ambientes naturais.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de bacharel no curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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