Tratamento e divulgação contábil dos créditos de carbono: uma análise dos relatórios das empresas brasileiras listadas no Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3
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Os créditos de carbono têm ganhado destaque nas práticas empresariais diante das crescentes demandas por sustentabilidade e transparência. Nesse contexto, analisar como as organizações reportam essas informações torna-se fundamental para compreender a maturidade contábil e ambiental do mercado brasileiro. Nesta perspectiva, este estudo objetivou analisar de que forma as empresas brasileiras listadas no Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3 tratam e divulgam contabilmente os créditos de carbono em seus relatórios financeiros. O estudo possui abordagem qualitativa e descritiva, em que foram analisados os relatórios anuais de divulgação financeira e não financeira das companhias abertas brasileiras listadas na B3, componentes da carteira ICO2 2025. Os dados coletados foram tabulados e posteriormente analisados por meio da técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicam baixa materialização contábil em 2024: ausência de saldos/linhas específicas em BP, DRE, DFC, DMPL e Notas; e predominância de menções narrativas em RA/ESG (metas, inventários GEE), com maior maturidade narrativa em energia/combustíveis. Conclui-se que persiste uma lacuna entre discurso ESG e evidenciação contábil, com expectativa de inflexão a partir de 2025, quando a OCPC 10 tende a induzir políticas, critérios de mensuração e divulgações mais padronizadas e comparáveis.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Contábeis da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
