Gestão do cuidado realizada por enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) na prevenção de agravos decorrentes da hipertensão arterial sistêmica
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A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma condição clínica multifatorial caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg, agravada na presença de fatores de risco, em especial, idade avançada, histórico familiar, tabagismo, obesidade e diabetes. Constitui-se como um importante problema de saúde pública, pois está frequentemente associada a agravos como Infarto Agudo do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Insuficiência Renal Crônica. Nesse sentido, a atenção básica em saúde, por ter como foco a promoção da saúde, prevenção, recuperação, tratamento e reabilitação, possui o potencial de ampliar a adesão ao tratamento e nortear resultados mais efetivos no controle da hipertensão arterial. O estudo teve como objetivo analisar como ocorre a gestão do cuidado realizada por enfermeiros da Estratégia Saúde da Família na prevenção de agravos decorrentes da Hipertensão Arterial Sistêmica. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com 89 Enfermeiros Gerentes de Estratégias Saúde da Família abrangendo os 12 municípios que integram a Região Carbonífera de Santa Catarina. A coleta de dados ocorreu entre os meses de agosto e novembro de 2018, por meio de um questionário estruturado e autoaplicável. Dos participantes do estudo 82 (92,1%) são do sexo feminino. A dificuldade dos enfermeiros em especializar-se área de Saúde Coletiva é alta, visto que é referida por 36 (56,3%). A falta de ações de Educação Permanente em Saúde, nos últimos anos, também é evidenciada na pesquisa, referido por 20 (23,0%) enfermeiros. Com isto, reflete no déficit em ações de educação em saúde e efetivação de grupos terapêuticos, 25 (28,0%), consequentemente aumento das dificuldades no controle da hipertensão, principalmente referente a mudança do estilo de vida 81 (98,8%) e na adesão ao tratamento medicamentoso 58 (72,5%). Conclui-se com o estudo que o cuidado às pessoas com HAS, realizado pelo enfermeiro da ESF é superficial, o que dificulta o controle da patologia e prevenção de agravos. São necessárias ações de educação permanente em saúde, bem como maior implicação, tanto com a gestão do cuidado, quanto com o cuidado realizado com usuários e familiares, com efetiva implantação do processo de enfermagem, na busca de sensibilização para adesão ao tratamento.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.
