Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina : de identificação a interações com o clima
Arquivos
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Asteraceae está entre as famílias botânicas mais ricas de Santa Catarina, ocorrendo em todas as formações florestais do Estado. Nestes ambientes é representada predominantemente por espécies arbóreas, heliófitas e de rápido crescimento. Considerando a grande riqueza e abundância dessas espécies nas florestas de Santa Catarina, propõe-se uma ferramenta de identificação para as espécies registradas pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC) e pela Flora do Brasil (FB). Foram consideradas apenas as espécies que apresentassem material oriundo de coletas dentro do Estado com registro em herbários. Registraram-se 26 espécies arbóreas de Asteraceae, das quais seis pertenciam ao gênero Baccharis, quatro para Piptocarpha e Vernonanthura, três para Symphyopappus e duas para Dasyphyllum. Entre os registros destaca-se que não foram encontradas coletas de Piptocarpha macropoda (DC.) Baker e Vernonanthura petiolaris (DC.) H.Rob., duas espécies com ocorrência citada pela FB. São apresentadas chaves de identificação, descrições morfológicas, mapas de ocorrência e figuras das espécies. A partir dos dados do IFFSC abordou-se a relação entre a abundância das espécies arbóreas de Asteraceae em Santa Catarina e determinadas variáveis abióticas. Foram utilizados métodos de estatística multivariada e modelos lineares generalizados. As análises apontam efeito significativo da temperatura mínima, radiação solar, velocidade média de ventos e precipitação sobre a estrutura da assembleia de Asteraceae. Dentre essas variáveis, a temperatura e a radiação solar mostraram-se bons preditores da riqueza do grupo, que apresentou preferência por locais com temperatura mínimas próximas a 7 °C e com menores valores de radiação solar. Vernonanthura discolor (Spreng.) H.Rob, Piptocarpha angustifolia Dusén ex Malme e Piptocarpha axillaris (Less.) Baker foram as espécies mais abundantes (mais de 70% da amostra), apresentando significativa flutuação dentro do gradiente de temperatura mínima: com a diminuição da temperatura tende a ocorrer a substituição de P. axillaris como principal elemento da assembleia por P. angustifolia e V. discolor.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências Ambientais.
