Tratamento cirúrgico de fístula buco-sinusal após extração dentária: relato de caso clínico
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A fístula buco-sinusal origina-se diante do rompimento de uma das corticais do seio maxilar, levando a uma comunicação patológica epitelizada entre as cavidades oral e sinusal. Devido à proximidade anatômica do processo alveolar da maxila ao assoalho do seio, a exodontia de pré-molares e molares superiores é a etiologia mais comum. Algesia, disfagia, congestão nasal, halitose e disfonia são queixas relatadas.
Pacientes com histórico crônico de sinusopatias usualmente apresentam seios maxilares mais pneumatizados. Especialmente em quadros de agudização destas infecções, o risco para comunicações oroantrais no transoperatório é aumentado. Comunicações transoperatórias menores que 2mm são passíveis de reversibilidade sem reintervenção cirúrgica. A etiologia, localização e extensão devem ser consideradas quando necessária uma reabordagem. Intervenções realizadas para o fechamento da fístula em até 48h após o ocorrido têm taxas de sucesso em torno de 92%. Após este período, em abordagens tardias, as taxas de sucesso caem para 67%, exigindo técnicas mais aprimoradas para seu fechamento. Acredita-se que esta menor previsibilidade esteja relacionada à epitelização das margens da comunicação, o que faz com que a comunicação torne-se uma fístula com alto potencial de infecção.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Odontologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.
