Avaliação de variáveis do concreto no uso de ensaios não destrutivos combinados: ultrassom e esclerometria

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Nos últimos anos várias tentativas quanto ao desenvolvimento de métodos de ensaio “in situ” não destrutivos foram avaliados e implementados para assegurar a qualidade do concreto nas estruturas. Os dois ensaios não destrutivos mais utilizados em estruturas acabadas para avaliar a qualidade do concreto são os ensaios de esclerometria e ultrassom, devido principalmente a facilidade de execução. Dentre as possíveis utilizações desses ensaios está a estimativa da resistência à compressão do concreto a partir de curvas de correlação previamente estabelecidas. O sucesso da utilização dos ensaios não destrutivos “in situ” depende em muito, das curvas adotadas para correlacionar as medições dos ensaios com a resistência do concreto. Essas curvas podem utilizar resultados combinados dos dois métodos o que possibilita ampliar a confiabilidade da estimativa. O objetivo desse trabalho é analisar o impacto que a sílica ativa, dimensão máxima do agregado graúdo e relação água/cimento (a/c) tem nos resultados desses ensaios não destrutivos. Foram testadas 16 composições de concretos com características distintas. Como resultado apresenta-se que a adição de sílica ativa e agregados graúdos de maior dimensão elevam os valores de velocidade de propagação de ondas ultrassônicas para todas as relações água/cimento. A adição de sílica ativa iguala os resultados de índice esclerométrico nas mesmas relações água/cimento. E nas análises de correlações entre índice esclerométrico e velocidade de propagação de ondas ultrassónicas para diferentes composições de concretos, verificou-se que as funções apresentaram um baixo fator de correlação (R² = 0,64).

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Engenharia Civil da UNESC - como requisito parcial para obtenção do Título de Engenheiro Civil.

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