Avaliação da eficiência do uso de hipoclorito de sódio na desinfecção de efluentes sanitários : estudo de caso : SAMAE de Sombrio, SC
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O lançamento de efluentes sanitários em rios, lagos e demais corpos hídricos sem passar por um tratamento adequado pode trazer consequências sérias a saúde da população e ao próprio meio ambiente. Uma das etapas mais importantes e imprescindíveis no tratamento de efluentes domésticos é a desinfecção, para que se possa ter um controle de doenças causadas pela alta concentração de microrganismos patogênicos no efluente. O desinfetante usualmente utilizado em estações de tratamento de esgotos - ETEs é o hipoclorito de sódio (NaClO), que possui uma série de vantagens quando comparado aos seus concorrentes, tais como economia, alta eficiência na oxidação e efeito residual. Entretanto, a desvantagem é a formação de subprodutos indesejáveis como os trihalometanos -THMs que são carcinogênicos e questionados desde 1974. Para evitar a formação destes subprodutos é necessário um bom tratamento prévio do efluente, antes da desinfecção, para remoção de precursores (ácidos húmicos) dos THMs e utilização de dosagens adequadas, não sendo exageradas (propiciando a formação de subprodutos) e nem insuficientes (comprometendo a desinfecção). O efluente avaliado no presente estudo foi previamente tratado em uma ETE por lodo ativado em reatores sequenciais por batelada – RSB. A caracterização do afluente e efluente desta ETE para analisar a eficiência do tratamento foi o primeiro objetivo do estudo. Simulações em bancada de teste para definir a eficiência do composto hipoclorito de sódio buscando uma dosagem ideal para desinfecção foram realizadas. Análises físico-químicas e microbiológicas das simulações realizadas deram ao estudo os direcionamentos necessários para obtenção do resultado final. O tratamento da ETE se mostrou eficiente, alcançando valores de remoção de DBO superiores a 90%. Os resultados das análises realizadas mostraram que o residual de cloro necessário para uma boa desinfecção do efluente estudado é de 0,6 mg/L, segundo o modelo matemático de Selleck-Collins. Dosagens de 10 mg/L de NaClO foram as mais adequadas e favoráveis para alcançar este residual. Os testes microbiológicos nas amostras com estes residuais se mostraram coerentes e deram números de microrganismos patogênicos compatíveis com o calculado pelo modelo matemático. Importante salientar que análises mais precisas de vazão do efluente a ser desinfetado são necessárias para uma equalização da prática laboratorial com a prática na ETE.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Ambiental no curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
