Patrimônios residenciais ao longo das margens do Rio Urussanga: revelando histórias e memórias plurais

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Homens, mulheres e crianças procuraram ao longo de sua história locais onde pudessem se abrigar e se sentir seguros, e essas ocupações estiveram sempre associadas a cursos d’água. Rios, lagos e lagoas foram procurados, ocupados e disputados desde os períodos mais distantes do tempo presente. O Rio Urussanga, situado dentro do perímetro da cidade de Urussanga (SC), é objeto desta pesquisa, e foi local de inúmeras interações e atravessamentos, deixando marcas profundas nas pessoas e em seu meio. Esse rio que banhou povos originários foi o mesmo que abasteceu colonos italianos recém-chegados à região, e é sobre a cultura material deixada por esse povo que se remete este trabalho. A pesquisa objetiva a identificação de patrimônios residenciais às margens do Rio Urussanga, a fim de compreendê-los como lugares de memória que potencializam ações de preservação e salvaguarda. A metodologia se deu por diálogo com historiadores e memorialistas da história local e teóricos da memória e patrimônio, bem como consultas a legislações municipais, estaduais e nacionais. O procedimento metodológico contou com saídas de campo em níveis de identificação e inventário dos patrimônios residenciais identificados às margens do Rio Urussanga. O estudo demonstrou a presença de trinta e quatro bens patrimoniais, entre eles casas e casarões coloniais, apontando para uma colonização ampla ao longo das margens desse rio. Patrimônios carregados de história, que correm risco iminente de existirem apenas na memória dos seus. O reconhecimento e a cartografia que permitiu identificá-los se tornou um subsídio para possíveis projetos de proteção e salvaguarda.

Descrição

Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em ciências ambientais da universidade do extremo sul catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de mestra em ciências ambientais.

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