Alterações nos níveis de ferritina e transferrina e sua relação com doença hepática

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O ferro é um elemento essencial na maioria dos processos fisiológicos do organismo humano, desempenhando função central no metabolismo energético celular. O ferro é proveniente de duas fontes: da dieta e da reciclagem de hemácias senescentes. O ferro pode ser orgânico (heme) ou inorgânico (não-heme) e, depois de absorvido, seguem a mesma via. O ferro é transportado pela transferrina (proteína transportadora de ferro) e pode ser utilizado para consumo celular, ou, se caso não for necessário, é armazenado na ferritina, uma proteína armazenadora de ferro. A deficiência de ferro é uma das maiores causas de anemia, sendo denominada anemia ferropriva, onde não há ferro disponível para síntese do heme. Contudo, a sobrecarga deste metal leva a efeitos altamente prejudiciais. A ferritina exerce efeito citoprotetor, porém, quando a sobrecarga de ferro é exacerbada, o sequestro seguro deste metal não é garantido, e o ferro permanece livre. Hepatócitos tem uma grande quantidade de ferro armazenado, assim quando ocorre a sobrecarga, o fígado é o órgão mais atingido. O ferro livre participa da reação de Fenton, e forma peróxidos e radicais hidroxila, que em excesso levam ao estresse oxidativo, lesando DNA, proteínas e lipídeos, causando lesão e morte celular dos hepatócitos, prejudicando assim, o funcionamento do órgão, e diminuindo a qualidade de vida destes pacientes.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel, no Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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