Qualidade de vida e satisfação com o serviço de odontologia em uma penitenciária feminina

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A população prisional do Brasil vem crescendo muito nos últimos anos, as mulheres ocupam um número altíssimo dentro desse percentual. As preocupações relacionadas a saúde dessa população aumentam quando o assunto é superlotação e condições mínimas de ocupação. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e nível de satisfação com os serviços ofertados em uma penitenciária feminina no sul de Santa Catarina. Trata-se de um estudo quantitativo desenvolvido com 251 mulheres privadas de liberdade de uma penitenciária feminina localizada em Criciúma- Santa Catarina, no ano de 2019. Fez-se uso de três instrumentos para coleta de dados: o primeiro analisou o perfil sociodemográfico das participantes, o segundo QASSaB avaliou a satisfação quanto ao serviço odontológico empregado pela penitenciária e o terceiro WHOQOL-bref, avaliou a qualidade de vida das mulheres institucionalizadas. Os resultados obtidos evidenciaram um perfil de mulher branca, de baixa escolaridade, baixa condição financeira, solteira e com idade entre 21 e 30 anos. Quanto a percepção da qualidade de vida os resultados mostraram uma média de 2.9 classificando a variável como “necessita melhorar”. Em relação a satisfação com os serviços de odontologia, 60,68% das privadas de liberdade estão pouco satisfeitas com a saúde no local onde se encontram. Os dados alarmantes e a falta de artigos que usem dessa metodologia para avaliação dentro do sistema prisional, sugerem a extrema necessidade de novos estudos que integrem a realidade penitenciária com a realidade da comunidade que a cerca.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Cirurgião Dentista no curso de Odontologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC

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