Cuidados imediatos ao recém-nascido: conhecimento e conduta dos trabalhadores de saúde de um hospital do Sul de Santa Catarina
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Trata-se de um estudo descritivo que visa verificar o conhecimento e a conduta dos trabalhadores de saúde de um Centro Obstétrico de um Município do Sul de Santa Catarina, quanto aos cuidados imediatos ao recém-nascido. Teve como abordagem metodológica a natureza qualitativa, pois pretendeu investigar o conhecimento e a conduta dos trabalhadores de enfermagem de um Centro Obstétrico com relação aos cuidados imediatos prestados ao recém nascido. Para tanto buscou-se responder aos seguintes objetivos: conhecer a rotina de atenção ao recém-nascido no centro obstétrico do hospital cenário do estudo; investigar o conhecimento dos trabalhadores que prestam assistência imediata ao recém-nascido sobre as rotinas do atendimento no centro obstétrico, sua importância e implicações na saúde fisiológica e psíquica do RN; verificar a conduta adotada pelos trabalhadores individualmente e a discussão coletiva acerca das rotinas em sala de parto. Participaram do estudo 6 trabalhadores de saúde que prestam cuidado imediato ao recém-nascido. Pudemos perceber a partir da observação, as competências e atribuições desenvolvidas por cada membro da equipe de trabalhadores de saúde que promovem os primeiros cuidados ao RN - enfermeiras, técnicas de enfermagem, médicos obstetras e médicos pediatras, quando percebemos especialmente o engajamento de técnicas de enfermagem e a ausência da enfermeira, a não ser em situações de intercorrências clínicas. Todos os entrevistados demonstram conhecer os procedimentos necessários as primeiras horas de vida e o fazem com clareza técnica e, ainda, referem ser importante sua conduta. No entanto, percebeu-se que o modelo médico-centrado é visível e que a todo instante o fazer é lembrado como o principal foco do cuidado nesse momento, quando as técnicas são realizadas sem muita discussão em torno do seu teor científico, e em prol do determinado pela figura médica. Não havendo muita preocupação prática com medidas de conforto e diminuição do estresse ao RN durante os primeiros cuidados, nem de inclusão da mãe na produção do cuidado, o que seria esperado numa postura de integralidade da atenção prestada. O estudo gerou também, o levantamento de dados referentes à estrutura física do Centro Obstétrico, que se mostrou compatível ao sugerido pelo Ministério da Saúde em termos de relação funcional direta dos ambientes de atenção ao binômio mãe-bebê, de características estruturais e disponibilização de equipamentos e materiais. Existe a preocupação em promover momentos de atualização e capacitação em torno de novas práticas e aprofundamento das já realizadas, no entanto, percebeu-se que esses encontros são pontuais e circunscritos aos trabalhadores, não havendo a participação dos usuários, mães e pais ou cuidadores diretos do RN, e apenas eventualmente dos gestores dos serviços. Assim, compreendemos a relevância deste estudo, à medida que é capaz de contribuir para que os trabalhadores possam desenvolver um trabalho mais humano no cuidado ao recém-nascido, não apenas “gostar do cuidar”. Pois uma criança frágil necessita de cuidados mais que físico, respeitando a saúde fisiológica e psíquica.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
