Imprensa partidária e o Estado Novo: a permanência de circulação do jornal integralista Flamma Verde (1936-1938) nos primeiros meses do regime

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A Ação Integralista Brasileira, partido político de inclinação conservadora, de alcance nacional, utilizou-se da imprensa como um dos principais instrumentos de divulgação e arregimentação às suas fileiras. Criada em 1932 e extinta em 1937 pelo então Estado Novo; no qual, fora instaurado em 10 de novembro de 1937, por meio de um golpe articulado por diferentes setores, inclusive por nomes representativos do Integralismo. Embora, haja vista esta cooperação, os integralistas não foram reconhecidos pelo regime, que do mesmo modo, extinguiu qualquer organização partidária que representasse algum perigo a este novo projeto de Nação. Desta forma, a pesquisa analisou o comportamento do jornal Flamma Verde, órgão vinculado à antiga AIB, que era editado em Florianópolis, e esteve em circulação em Santa Catarina desde setembro de 1936, até o período que se estende posteriormente as medidas restritivas estado novista, em fevereiro de 1938. Neste contexto, a Ação Integralista, devido a imposição do Estado Novo, se registra como Associação Brasileira de Cultura, do qual estaria incumbida de ações assistencialistas e de incentivo à cultura. Contudo, apontaremos nesta pesquisa, que entre rupturas e permanências nos discursos que foram editados para aquele período, houveram-se alguns desvios que nos indicam insatisfação e resistência por parte dos editores do Jornal ao então instaurado Regime autoritário. Este exercício foi realizado a partir do diálogo entre as fontes da Imprensa da cidade de Florianópolis, com o jornal em questão.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Licenciatura, no curso de História, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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