Uso de psicofármacos na infância e a relação com o abuso de substância na vida adulta em uma comunidade terapêutica do extremo sul catarinense

dc.contributor.advisorDominguini, Diogo
dc.contributor.authorBrehm, Julia Rettore
dc.contributor.authorMedeiros, Luana da Rosa
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2023-10-25T23:21:14Z
dc.date.available2023-10-25T23:21:14Z
dc.date.created2023-07
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, para a obtenção do título de Bacharel em Enfermagem.pt_BR
dc.description.abstractSabe-se que os psicofármacos utilizados na infância podem ter implicações na vida adulta. Nos últimos anos, observa-se cada vez mais um aumento da utilização desses medicamentos na infância e adolescência. Com isso, o presente estudo busca identificar a relação entre o uso de psicofármacos na infância com o abuso de substância na vida adulta, pois como descrito na literatura, o uso na infância de psicofármacos como o metilfenidato de forma crônica e sem controle e acompanhamento médico de forma errada, pode ser fatores cruciais na indução ao uso de substâncias psicoativas na idade adulta, visto isso, o objetivo da pesquisa é identificar se há relação entre o uso de psicofármacos na infância e o abuso de substâncias na vida adulta em usuários no processo de reabilitação. Para isso, foi realizada uma pesquisa quantitativa, em comunidades terapêuticas e em serviços de reabilitação psicossocial de um município do Sul de Santa Catarina. A amostra contou com usuários que apresentaram histórico de uso de psicofármacos na infância - grupo UPI (para comparação, usuários que não utilizam o mesmo – Grupo controle). Foi aplicado um questionário com perguntas semiabertas, a fim de conhecer e identificar o usuário e suas condições, juntamente com os testes MOCA, ASSIST-OMS e CRAFT/CESARE. Foram observados que os indivíduos do grupo UPI tiveram mais casos de conflitos familiares e alterações no desempenho escolar, o que por sua vez pode estar relacionado ao início do uso desses medicamentos na infância. No entanto na vida adulta percebeu-se que ao comparar o grupo controle, a qualidade do sono foi menor e o uso de antidepressivo e benzodiazepínicos foram uma escolha reduzir o dano ocasionado pela falta de sono, além de auxiliar no controle do sofrimento mental e atenuação do comportamento deste grupo de indivíduos. Ressalta-se que o grupo UPI apresentou um maior índice de uso de maconha, tabaco, cocaína e anfetaminas quando comparado ao grupo controle. Além disso, observou-se um dano maior nos processos cognitivos do grupo UPI, principalmente relacionado ao desempenho visual, orientação e de atenção. Conclui-se que o uso de psicoestimulantes na infância influencia negativamente na vida adulta, gerando alterações no comportamento relacionado ao abuso de substâncias. No entanto mais estudos devem ser realizados para elucidar melhor esses mecanismos a fim de gerar subsídios para a melhor assistência em saúde mental.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/10537
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPsicofármacos - Utilizaçãopt_BR
dc.subjectAbuso de substânciaspt_BR
dc.subjectComunidades terapêuticaspt_BR
dc.subjectCrianças e adolescentespt_BR
dc.titleUso de psicofármacos na infância e a relação com o abuso de substância na vida adulta em uma comunidade terapêutica do extremo sul catarinensept_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - TCCpt_BR

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