Teto de vidro: a percepção dos profissionais do Extremo Sul Catarinense sobre as diferenças de gênero
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O mercado de trabalho é peça importante no debate sobre equidade entre os gêneros, pois percebe-se uma distribuição desigual quando falamos em representação feminina nos cargos de presidência. O Teto de Vidro surgiu com a intenção de identificar obstáculos invisíveis que impedem ou dificultam o acesso de mulheres a cargos executivos. O objetivo geral deste artigo é analisar a percepção sobre o Teto de Vidro pelos profissionais pesquisados em empresas do extremo sul catarinense. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa, descritiva e de campo, aplicada em setembro de 2019 por meio de um questionário on-line. Obteve- se 279 respostas divididas entre mulheres e homens. Quanto aos fatores que podem indicar a existência do Teto de Vidro, foram elaboradas 20 frases nas quais os pesquisados opinaram de acordo com a sua percepção. Em determinadas afirmações foram encontradas divergências entre os gêneros, corroborando com estudos já publicados que afirmam a diferença comportamental entre homens e mulheres. Para a maioria das mulheres é primordial conciliar a carreira profissional e o cuidado com os filhos, porém essa é uma questão menos relevante para os homens. No que tange a totalidade do universo pesquisado, entre os vinte indicadores apresentados aos respondentes, nove foram assinalados como inexistentes e apenas sete fatores indicativos do Teto de Vidro são perceptíveis a todos os pesquisados. As demais afirmativas apresentam divergências entre os gêneros: mulheres afirmam que influenciam negativamente e homens negam, ou vice-versa.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no curso de Ciências Contábeis da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
