Estudo comparativo entre normas para dimensionamento do sistema hidráulico preventivo (SHP) aplicadas em três edificações no estado de Santa Catarina – Estudo de caso
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A história da engenharia de proteção contra incêndios se inicia na Roma Antiga, onde o imperador Nero promoveu o Código de Edificações que requeria a utilização de materiais resistentes ao fogo nas paredes externas das edificações com intuito de bloquear o fogo de uma edificação para outra e minimizar as perdas causadas por incêndios. No Brasil, houveram grandes incêndios, por exemplo, Ed. Andraus, 1972, e Ed. Joelma, 1974, que alertaram à necessidade de aperfeiçoar os Sistemas Preventivos de Combate ao Incêndio aplicados nas edificações brasileiras. Entre os sistemas empregados, o Sistema Hidráulico Preventivo - SHP, também conhecido como hidrante, utiliza água para combater o incêndio e reduzir as perdas materiais e humanas. Para regularizar o projeto e execução dos sistemas de prevenção há normas técnicas gerenciadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, em nível nacional, e o Corpo de Bombeiro Militar, em nível estadual. No Estado de Santa Catarina, de 2014 a 2017, houve três normas vigentes reguladoras do SHP – a NBR 13714/2000, a IN 007/DAT/CBMSC de 2014 e a IN 007/DAT/CBMSC de 2017. O presente estudo teve o objetivo de estudar as normas que regularam o SHP entre os anos de 2014 e 2017 no Estado de Santa Catarina. No desenvolvimento foi dimensionado o SHP para três diferentes tipologias de edificação e para as três diferentes normativas. O resultado obtido foi uma segurança maior para a norma brasileira, em relação às demais normas, com volumes de reservatórios que representaram para risco leve 56% maior, para risco médio 21,1% e 100% maiores do que a IN 007 (2014) e a IN 007 (2017) respectivamente, e para risco elevado 28,5% e 50% a mais que a IN 007 (2014) e a IN 007 (2017) respectivamente.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Engenharia Civil da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Engenheiro Civil.
