Anticlericalismo nas músicas de Raul Seixas: as críticas religiosas em suas músicas anos 70 e 80
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Com o golpe civil militar de 1964, o Brasil foi governado por vinte e um anos por uma ditadura que só terminou em 1985, alguns opositores ao regime sofreram prisões, torturas, e exílio. Dessa forma os movimentos sociais, estudantis, os meios de comunicações, a classe cultural entre outros, foram reprimidos por se posicionarem contra o regime vigente brasileiro em que eram vistos como “comunistas” e tinham que serem eliminados segundo os militares que governavam o país. Nesse contexto a música foi uma arma de contestação contra a postura autoritária do governo em que algum artista musical se apropriava de suas músicas com intuito contestar a ditadura. Nesse clima político e social que vivia o Brasil, Raul Seixas usou de sua música, com intuito de contestar tanto a política da época e o conservadorismo religioso de algumas igrejas. O anticlericalismo sempre fez parte na carreira do artista, Raul Seixas tinha uma inteligência de através de suas canções expor suas idéias aos seus ouvintes. O baiano Raul Seixas passou por várias experiências nos seus mais de vinte anos de vida artística, desde músicas censuras, prisão e exílio por conta que o Brasil vivia em uma ditadura militar, envolvimento com ocultismo, e principalmente anticlericalismo que é o foco principal desse trabalho e suas críticas contra a religiosidade brasileira por conta do conservadorismo de alguns cristãos. O objetivo é analisar algumas músicas do artista musical na década de setenta a oitenta que utiliza as letras com intuito de contestar a intolerância religiosa de alguns religiosos que o cantor por toda a sua carreira artística foi criticado por setores de algumas igrejas por sua postura de rockeiro rebelde.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Licenciatura no curso de História, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC
