Governança corporativa na prática contábil: uma análise do relacionamento entre agentes e principais no setor supermercadista
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A Teoria da Agência, formulada por Jensen e Meckling (1976), analisa os conflitos de interesse entre os proprietários (principais) e os gestores (agentes), sendo amplamente aplicada na compreensão da governança corporativa e da contabilidade gerencial. O presente estudo tem como objetivo geral analisar os aspectos da governança corporativa na rotina de contadores de uma empresa supermercadista localizada ao sul de SC. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, com estudo de caso realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com quatro profissionais que ocupam diferentes níveis hierárquicos, sendo o diretor financeiro, controller, coordenador contábil e analista sênior, possibilitando observar a dinâmica da tomada de decisão, os mecanismos de controle e os custos de agência. Os resultados apontam que a contabilidade exerce papel estratégico no alinhamento de interesses, estando reconhecida como instrumento para a transparência, confiabilidade das informações e apoio à governança corporativa. Observou-se, contudo, a necessidade de aprimoramento dos conselhos e da segregação de funções, uma vez que a sobreposição de papéis ainda limita a efetividade dos controles internos. Conclui-se que a atuação do contador transcende a função técnica, consolidando-se como agente estratégico de governança e redução de conflitos, especialmente em empresas familiares do setor varejista, onde a profissionalização e a estruturação dos mecanismos de controle são determinantes para a sustentabilidade organizacional.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Contábeis da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
