O primeiro remédio somos nós: a educação em saúde e a comunicação na relação de assistentes sociais com familiares em Centros de Atenção Psicossocial

dc.contributor.advisorFerraz, Fabiane
dc.contributor.authorCardozo, Priscila Schacht
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul de Santa Catarinapt_BR
dc.date.accessioned2019-06-05T13:37:19Z
dc.date.available2019-06-05T13:37:19Z
dc.date.created2019
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Mestrado Profissional), da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de Mestra em Saúde Coletiva.pt_BR
dc.description.abstractA Reforma Psiquiátrica Brasileira fomentou no país uma nova forma de cuidar em saúde mental, incluindo a família, a comunidade e uma equipe interdisciplinar, sendo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o serviço substitutivo expoente nesta perspectiva. O Serviço Social na saúde mental tem papel fundamental no acompanhamento das famílias de usuários e usuárias. Esta pesquisa tem por objetivos analisar como ocorre a relação de Assistentes Sociais com familiares no processo de trabalho desenvolvido em CAPS. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa e, segundo seus objetivos, com uma estratégia exploratória-descritiva ancorado pelas ideias de Habermas (agir comunicativo), e de Paulo Freire (agir educativo). Participaram do estudo seis Assistentes Sociais que atuam em CAPS de municípios da Região Carbonífera, do estado de Santa Catarina/Brasil. A coleta de dados ocorreu de outubro a dezembro de 2017, por meio de entrevista semi-estruturada e observação participante. A análise dos dados ocorreu por meio da proposta operativa da análise temática de conteúdo, pautada em três fases: pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados e interpretação. Na fundamentação teórica emergiriam seis categorias da relação entre Habermas e Freire que visam estruturar um agir educativo-comunicativo: escuta, relação dialógica, cultura, horizontalidade, educação em saúde e linguagem. Na interpretação dos resultados considera-se que o conceito de educação apresentado pelas entrevistadas é a educação bancária, fomentando a culpabilização das famílias, práticas familistas e a fragilização dos vínculos familiares. A cultura é considerada importante para o cuidado em saúde mental, mas ainda permanece somente na esfera do reconhecimento e não a materialização no modo de cuidar e na relação de assistentes sociais com familiares. A escuta e o diálogo ainda são práticas incipientes na relação entre assistentes sociais e familiares, o que prevalece ainda é o discurso prescritivo e o modelo biomédico. Destacamos a importância de pensar o cuidado em saúde mental enquanto direito. Assim, consideramos que a relação estabelecida entre assistentes sociais e familiares nos CAPS ainda não estabelece uma relação horizontal e dialógica, embora haja indícios de que existe a possibilidade de construção do agir educativo-comunicativo. A partir dos preceitos antimanicomiais o agir educativo-comunicativo tem potencial para fortalecer os vínculos familiares e comunitários, enquanto intervenção técnica operativa do Serviço Social. Mas para tanto se faz necessário uma intervenção potente de educação permanente em saúde junto as/os assistentes sociais no sentido de fortalecer os princípios antimanicomiais na prática profissional, de ampliar a perspectiva histórica sobre a Reforma Psiquiátrica e de fomentar um conceito de educação que seja emancipadora, por consequência, antimanicomial, baseada no projeto ético-político da profissão.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/6974
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectServiços de saúde mentalpt_BR
dc.subjectServiço socialpt_BR
dc.subjectEducação em saúdept_BR
dc.subjectReabilitação Psicossocialpt_BR
dc.subjectIntegralidade em Saúdept_BR
dc.titleO primeiro remédio somos nós: a educação em saúde e a comunicação na relação de assistentes sociais com familiares em Centros de Atenção Psicossocialpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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