Impacto da cor da pele entre as notificações de violência contra a mulher em Santa Catarina nos anos de 2017 e 2018
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
A violência contra a mulher é um fenômeno enraizado há muitos séculos, que se constituiu a partir da naturalização histórica da desigualdade entre os gêneros, à vista disso, é essencial que as políticas e os estudos abarcam que as vivências de submissão feminina se apresentam como resultado de uma longa trajetória de relações sociais. Assim, o objetivo desse trabalho é avaliar a diferença da violência entre as mulheres brancas e não brancas no estado de Santa Catarina no período de janeiro de 2017 a dezembro de 2018. Trata-se de um estudo descritivo transversal comparando as mulheres vítimas de violência de acordo com a cor da pele a partir de 5.618 notificações de registro de violência ao SINAN. O estudo mostrou que a cor da pele da mulher tem impacto em algumas características dos casos notificados de violência contra a mulher. Foram encontradas associações significativas entre cor da pele não branca e faixa etária de 18 a 29 anos (43,9%), menor escolaridade (60,8%), zona de residência (87,8%) e ocorrência (86,6%) em área urbana, meios de agressões objeto contundente (1,57 (IC95%: 1,25-1,97)) e objeto perfuro cortante (1,41 (IC95%: 1,17-1,69)) relacionando com o cônjuge (1,09 (IC95%: 1,00-1,19)) alcoolizado (1,26 (IC95%: 1,17-1,36)) e dois ou mais envolvido (1,28 (IC95%: 1,12-1,45)), assim como encaminhamentos para as redes de saúde (64,9%). Ao buscar os impactos da cor da pele da mulher vítima de violência, verifica-se associação entre mulheres não brancas e sua situação de vulnerabilidade social, como também se relaciona com as violências mais brutais, dos quais tais resultados corresponderam com as hipóteses levantadas no início do estudo.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Enfermagem, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
